Somente a lei pela lei não resolve o problema da educação, argumenta a pedagoga Fabiane Lopes de Oliveira, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), em Curitiba. Ela defende que é preciso existir uma parceria entre pais e professores. "Fazer isso através de uma lei é algo impositivo, não vejo como o caminho correto. Vale trabalhar mais a conscientização com essas famílias, para que entendam a importância que têm na vida dos estudantes", afirma Fabiane.
A pedagoga assinala que, mesmo oferecendo reuniões de pais em horários diferenciados, como à noite ou nos finais de semana, a proposta parece esbarrar em mais obstáculos. "O Estado ou município pagariam para os professores estas horas fora do expediente?", questiona. Ao mesmo tempo, ela observa que as penalidades previstas para quem não acompanhasse a situação dos filhos na escola poderiam não ter impacto na vida de todos os pais afetados, perdendo, assim, seu objetivo inicial. "Para o pai ou mãe que não quer viajar para fora do País ou assumir cargo público, não teria diferença", destaca.
A educadora sustenta ainda que os impactos da falta de acompanhamento escolar na vida do aluno vão depender do contexto em que o estudante está. É nesto ponto que entra a necessidade da escola apresentar estratégias e metodologias que possam estimular as crianças e jovens no processo de aprendizagem. (A.L.)

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