Parceria agiliza investigação de fraude
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2003
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba A Delegacia Regional do Trabalho (DRT) do Paraná e a Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) fizeram um acordo, ontem, para investigar, de modo integrado e simultaneamente, os casos de fraude contra o seguro-desemprego, detectados em Londrina e Curitiba em novembro. O objetivo da parceria é concluir e agilizar o trabalho. A decisão foi tomada durante reunião, na sede da PF, em Curitiba, com a coordenadora-geral do Seguro-Desemprego e do Abono Salarial do Ministério do Trabalho e Emprego, Ana Maria Belavenuto e Freitas.
A coordenadora aproveitou sua vinda a Curitiba e reuniu-se com representantes da DRT e PF para saber como estão as investigações sobre as irregularidades. Segundo o delegado regional do Trabalho, Geraldo Serathiuk, foram detectados 205 requerimentos irregulares de pedidos de seguro-desemprego, envolvendo o nome de 17 empresas. Em Londrina, cerca de 40 pedidos irregulares, em nome de 12 empresas, também são alvo de inquérito policial.
As fraudes foram descobertas graças a um procedimento normal do ministério, que cruza os dados referentes aos pedidos de seguro-desemprego e os do recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Assim que as irregularidades foram detectadas, de acordo com Ana Maria, o PIS dos requerentes foi bloqueado. As empresas citadas foram oficiadas pelo ministério e fiscalizadas pela DRT. ''Se houve algum prejuízo com as fraudes, foi muito pequeno, porque conseguimos agir rápido'', disse. Caso os 205 requerimentos fraudados tivessem sido processados, a DRT no Paraná calcula que o prejuízo poderia chegar a R$ 460 mil.
Há 15 dias, a DRT encaminhou as primeiras denúncias para investigação policial. ''As investigações estão bem adiantadas'', resumiu o superintendente da PF, Jaber Makul Hanna Saadi. O órgão tomou o depoimento de todos as pessoas que tinham pedido de seguro-desemprego em seu nome, bem como as empresas citadas. A suspeita é que as fraudes sejam obra de uma quadrilha ou grupo de pessoas, uma vez que há grande número de pedidos do seguro-desemprego no nome das mesmas empresas.
O próximo passo da PF, agora, será na tentativa de confirmar os nomes das pessoas que estariam aliciando desempregados para participarem da fraude. No acordo fechado ontem, ficou acertado que a DRT repassará, imediatamente, todos os 205 casos de requerimentos irregulares para a PF, para que os dois órgãos trabalhem integrados nas investigações.


