O prefeito de Jataizinho, Luiz Yoshiharu Sato (PFL), informou que a parcela das aposentadorias que não está sendo paga corresponde a um aumento inconstitucional, autorizado pela Câmara em 1996, e que não foi incorporada aos salários dos servidores. Segundo ele, em setembro de 96, às vésperas das eleições municipais, os vereadores aprovaram uma lei concedendo 54% de aumento ao funcionalismo.
‘‘A lei não permite que se conceda aumento três meses antes e três meses após às eleições. Além dos servidores não contarem com o aumento, os aposentados incorporaram os 54% nas aposentadorias’’, comentou. Sato disse que considera somente 27% de abono que concedeu para os servidores no início do ano passado, ao assumir a administração.
Ele recebeu os mandados de segurança da Justiça de Uraí e já enviou explicações e documentos. Por causa das ações, os aposentados que reclamaram na Justiça só receberão os proventos após o término dos processos. ‘‘O que estão reivindicando é imoral e inconstitucional. Se querem brigar na Justiça, tudo bem. De acordo com a lei, tenho o direito de pagar em juízo e, se for condenado, repassarei tudo o que é de direito após a sentença’’, argumentou.
Para Sato, os decretos foram publicados com os valores reclamados por causa da ‘‘bagunça’’ que ele encontrou na prefeitura ao assumir a administração. ‘‘O João Fidélis, por exemplo, reivindica mais de R$ 1.500,00 por mês. Só que a lei federal autoriza um teto máximo de 10 salários mínimos’’.
O prefeito está preocupado com o futuro da administração, pois o Fundo de Previdência Municipal foi extinto há aproximadamente quatro anos e a prefeitura arca com as aposentadorias integralmente. Sato estuda uma forma de reativar o fundo de previdência.

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