O primeiro final de semana após a liberação da primeira parcela do 13º salário deixou muitos comerciantes curitibanos frustrados. Ontem, vários consumidores foram aos shoppings, mas poucos fizeram compras. ‘‘O brasileiro está aprendendo a ser um bom consumidor, avaliando preços e pesquisando antes de comprar’’, disse o diretor-presidente do Pollo Shopping, Ivo Petris.
Ele acha que o 13º será usado para saldar dívidas antigas e ‘‘cobrir os negativos do banco’’, não causando efeito imediato no volume de vendas. ‘‘Nesta época, as pessoas ainda estão comparando os preços; após o dia 15 as vendas devem começar a se intensificar’’, afirmou Petris.
‘‘Estamos comprando algumas coisas para uso próprio, ainda nem pensamos nos presentes de Natal’’, disse o funcionário público Joel de Souza. Sua mulher, a administradora Fernanda de Souza, afirmou que a primeira parcela do 13º será usada para comprar ‘‘roupas para as crianças e artigos para a casa’’.
A proprietária da loja Kalazaris Moda Feminina, Milena Justino da Silva, confirmou que o consumidor, normalmente, ‘‘deixa tudo para a última hora’’ e só faz compras nas duas semanas que antecedem ao Natal. ‘‘O 13º ajuda, mas ainda não sentimos nenhum aumento no movimento de vendas’’, disse a lojista.
O chefe do departamento operacional do Shopping Center Todeschini Plaza, Fernando Machado, contou que no sábado apenas 650 pessoas entraram no shopping, localizado no Batel, quando o movimento médio durante os dias de semana é de 1.500 pessoas. ‘‘Além do nosso público ser comercial, o shopping só vai iniciar com as atrações de Natal nesta semana, quando o movimento deve começar a melhorar’’, disse ele.

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