Paraplégicos de Maringá têm até boate com rampa especial
Para os deficientes de Maringá a cidade é modelo em respeito aos direitos de circulação e acesso a locais públicos. Na área central todos os cruzamentos possuem o meio-fio rebaixado, e os prédios públicos têm rampa que facilitam o acesso. Onde não existe rampa, estacionamento especial ou banheiro adaptado eu cobro diz a funcionária pública Andréa Luz, que é paraplégica. Ela acha que Maringá respeita mais o deficiente que muitas capitais.
Nos locais públicos como bares e restaurantes, lembra Andréa, os proprietários sempre se preocupam em adaptar rampas e banheiros para deficientes. Quando passo por uma obra e vejo que não estão fazendo rampa, cobro da fiscalização, e sempre consigo ser atendida, lembra. Ela é conhecida também pelas brigas que arma para defender os direitos. No maior supermercado da cidade, Andréa - que escolheu a localização das vagas especiais do estacionamento - chama a segurança quando o local é ocupado por pessoas comuns.
Se o motorista estaciona em frente a guia rebaixada, que é por onde a cadeira passa, eu chamo a polícia para multar, afirma. O respeito ao deficiente é tanto, segundo ela, que até uma boate da cidade, que está com as obras em fase de acabamento, aceitou a sugestão e colocou rampa. Já viu deficiente de cadeira de roda em boate? Aqui pode, diz. Outro deficiente, João Araújo da Silva, concorda com Andréa, e destaca o elevador de cadeira de rodas da agência centro do Banestado. Outras empresas deveriam seguir o exemplo do banco, afirma.Marcos NegriniO deficiente João Araújo da Silva, usando o elevador de cadeira de rodas em frente a uma agência bancária: Outras empresas deveriam seguir o exemploMarcos Zanatta





