Paranavaí - De 1º de janeiro deste ano até quarta-feira (8), a Vigilância em Saúde de Paranavaí (Noroeste) notificou 78 casos suspeitos de dengue. Destes, 6 foram positivados e 72 negativados.
A equipe da Vigilância em Saúde vem realizando fiscalizações diárias e encontrado uma grande quantidade de produtos que podem servir de criadouros de larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue e zika vírus. "Temos três tipos de pessoas que causam grandes problemas no combate à dengue: os acumuladores, as pessoas que armazenam água da chuva de maneira incorreta e aqueles que descartam lixo irregularmente em locais proibidos", explicou o assessor da Vigilância, Randal Fadel Filho.

Randal citou como exemplo uma residência na área central, cujo proprietário tinha caixas para armazenamento de água da chuva. "As caixas estavam todas destampadas; imediatamente eliminamos os criadouros, inativando todo o sistema", disse.

Um dos principais empecilhos na luta contra ainda é o descarte irregular de lixo em fundos de vale e terrenos baldios. "Esta semana flagramos uma pessoa tentando jogar seu lixo na região da Vila Operária e conseguimos impedi-lo. Mas em uma vistoria nos fundos da Rua X, no Jardim Morumbi, encontramos muito lixo jogado na beira da estradinha acumulando água e se transformando num excelente criadouro para as larvas do Aedes. Eliminamos pelo menos oito criadouros naquele local", contou Randal.

A diretora da Vigilância em Saúde, Verônica Gardin, ressalta que esse lixo é o ambiente ideal para que a fêmea deposite seus ovos. "E esses ovos podem demorar até 400 dias para eclodirem e darem origem às larvas. Considerando que é praticamente impossível ficarmos 400 dias sem chuva, cada vez que alguém descarta lixo em locais a céu aberto, está ampliando a possibilidade de o mosquito Aedes desenvolver mais criadouros. Se não houver conscientização e cooperação, não vamos conseguir vencer esta luta nunca", enfatizou.

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