Paranavaí alcança índice da OMS
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segunda-feira, 14 de agosto de 2000
Marta Medeiros De Maringá Especial para a Folha 
Pelo menos três projetos sociais chamaram a atenção do Unicef para o município de Paranavaí. Um deles é o programa Sorria Feliz, que conseguiu em três anos reduzir o índice de CPOD (dentes careados, perdidos e obturados) de 3,9 para 2,6, número abaixo do preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 3,0 por criança. Além do Sorria Feliz, o município oferece o Paranavaí Te Acolhe para recém-nascidos e o Renda Mínima.
O programa Sorria Feliz atende crianças de 0 a 6 anos de idade na Clínica do Bebê e de 7 a 12 anos nas escolas municipais. Ao todo, são mais de 12,5 mil crianças beneficiadas com aulas e prevenção, além de tratamentos dentários que incluem o uso de aparelhos corretivos nos casos necessários.
Segundo os coordenadores do Sorria Feliz, o programa vai se destacar ainda mais quando puder mostrar o resultado completo do atendimento às crianças. Como o programa foi implantado a partir de 1997, muitas delas não tiveram oportunidade de passar pelos cuidados da Clínica de Bebê. A prefeitura investe R$ 10 mil mensais em materiais de prevenção e tratamento, além de manter no quadro funcional 27 dentistas e 17 auxilares de odontologia.
Na área da saúde, outro destaque é o Paranavaí Te Acolhe, que funciona desde 1995 e serviu como referência a programas semelhantes implantados em municípios como Maringá que aderiu ao projeto este ano. A base do Paranavaí Te Acolhe é recepcionar os recém-nascidos com orientações básicas para as mães. Elas recebem no hospital um kit com uma cartilha sobre vacinação e aleitamento materno, curativos para o umbigo do bebê, uma pomada contra assaduras e um certificado de cidadão de Paranavaí.
O município também dispõe do programa Renda Mínima, que atende a famílias que estão abaixo da linha de pobreza com o pagamento de um salário mínimo. A prefeitura injeta cerca de R$ 15,1 mil por mês para manter o Renda Mínima, que beneficia pessoas carentes registradas na Secretaria Municipal de Ação Social. Da média de 300 cadastrados, pelos menos 100 conseguem o benefício.
Com este programa, a prefeitura tenta dar prioridade ao atendimento a famílias com pais desempregados e filhos menores de 14 anos em situação de risco social, fora da escola ou envolvidos com drogas e prostituição. A maior procura pelo Renda Mínima é de moradores das favelas Coloninha de São Jorge e Vila Alta, onde estão os maiores bolsões de pobreza da cidade.


