Paranaguá terá aterro sanitário
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quinta-feira, 07 de julho de 2005
Equipe da Folha 
Curitiba O município de Paranaguá, no Litoral do Estado, irá ganhar um aterro sanitário, que substituirá o atual lixão, conhecido por Embocuí, onde a disposição dos resíduos domésticos não segue critérios ambientais adequados. O governo do Estado, em parceria com a Petrobras, irá investir cerca de R$ 2,6 milhões na construção do aterro, que deverá entrar em operação no segundo semestre de 2006. O convênio foi assinado, ontem, em solenidade no Palácio Iguaçu, em Curitiba.
A maior fatia do investimento sairá dos cofres da Petrobras (R$ 2 milhões). O governo do Estado irá complementar os recursos necessários, que em um cálculo inicial seria de R$ 600 mil, podendo chegar a R$ 1 milhão. ''Não tem importância o quanto custe. O importante é que Paranaguá terá o problema do lixo resolvido'', declarou o governador Roberto Requião, durante a assinatura do convênio.
De acordo com o secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Luiz Eduardo Cheida, o lixão do Embocuí é um dos maiores passivos ambientais do Estado em relação à destinação dos resíduos domésticos. Além da disposição inadequada, não há controle sobre a produção do chorume (líquido resultante da decomposição do lixo).
A implantação do aterro em Paranaguá faz parte do programa ''Desperdício Zero'' que, além de acabar com os lixões do Estado, pretende contribuir para a redução em, pelo menos, 30% dos resíduos gerados. A contratação do Relatório de Impacto Ambiental (EIA-RIMA) para implantação do novo aterro já está sendo licitada.
O Conselho do Litoral vinculado à Secretaria de Estado do Meio Ambiente decidiu, esta semana, repassar R$ 50 mil para a prefeitura construir uma cerca e isolar a área do lixão do Embocuí. A intenção é evitar a entrada de animais e de pessoas. Cerca de 120 famílias moram no entorno do lixão. Um dos problemas detectados no local foi a criação de porcos, que se alimentam dos resíduos, e a presença de crianças.


