De Curitiba
Na próxima segunda-feira, às 8 horas, alunos, pais e professores iniciarão uma manifestação em frente ao Instituto de Educação Caetano Munhoz da Rocha, em Paranaguá (Litoral do Paraná) para protestar contra a demora do governo estadual em liberar verbas para a reforma do colégio, cujo prédio histórico está ruindo. Desde abril, a construção, inaugurada em 1927, está interditada para uso dos alunos, pois o risco de desabamento era grande. A manifestação prevê inclusive a colocação de carteiras escolares na rua, onde os alunos terão aulas.
Segundo o diretor do Instituto, Josué Santos do Carmo, a alegação dada pelo governo do Estado para negar verbas para a reforma é de que o terreno onde está localizada a escola pertence ao município. O diretor informa, no entanto, que a prefeitura já doou o terreno para o Estado e a situação está documentada em escritura. ‘‘O governo prometeu prioridade para nossa escola e até agora nada’’, queixou-se Carmo. O diretor dá como exemplo de péssima conservação do prédio o próprio gabinete em que está instalado. A sala está infestada por cupins.
O Instituto de Educação possui 2.500 estudantes e é a segunda maior escola de Paranaguá. Para continuarem o ano letivo normalmente, os alunos foram distribuídos em outras quatro escolas da cidade e também em algumas salas da Faculdade de Ciências e Letras, que fica ao lado do Instituto.
Josué do Carmo disse que as manifestações devem se estender por vários dias, até que o governo se sensibilize com a situação.‘‘Vamos fazer bastante barulho. Talvez depois de alguns dias atrapalhando o trânsito nós obtenhamos a atenção do Estado’’, reclamou.
O diretor geral da Secretaria de Estado da Educação, Mário Soares Filho, informou que a situação do Institudo de Educação é a mesma das outras 20 escolas situadas em prédios históricos no Paraná e que já estão sendo feitos os levantamentos para a reforma de todos eles. Soares Filho disse que é necessário paciência.

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