Paranaguá espera 100 mil fiéis
na festa da padroeira do PR
Cerca de 100 mil fiéis católicos são esperados neste feriadão em Paranaguá, no litoral do Estado, para participar da festa de Nossa Senhora do Rocio, a padroeira do Estado. O destaque do evento, aberto no dia 6 deste mês, é a missa campal de segunda-feira que será realizada às 10 horas no Santuário do Rocio. A programação prevê ainda para amanhã à noite a inauguração da Praça da Fé, uma área de 400 mil metros quadrados destinada a concentrações religiosas.
A celebração será realizada pelo arcebispo de Maringá, Dom Murilo Krieger. Por volta das 17h30 de segunda, está marcado o início da procissão com a imagem de Nossa Senhora do Rocio. A imagem sairá do santuário e percorrerá uma distância de três quilômetros até a Catedral Nossa Senhora do Rosário. Na terça-feira, às 17 horas, ocorre nova celebração para levar a imagem de volta ao bairro do Rocio. Durante estes dois dias serão promovidos shows com o padre Antônio Maria e o coral Asa Branca, de músicas sacras.
A organização confirmou ontem que as missas e novenas diárias serão encerradas na terça-feira com a devolução da imagem de Nossa Senhora ao Santuário do Rocio. Os festejos, como a comercialização de pratos típicos e a feira livre, prosseguem até o dia 21. A Prefeitura de Paranaguá estima que ao final dos 15 dias do evento, o público possa ficar entre 300 mil e 400 mil visitantes. Só no feriadão, a cidade receberá cerca de 180 ônibus vindos de todas as regiões do Estado.
A devoção à Nossa Senhora do Rocio já dura mais de 300 anos. A lenda contada através das gerações relata que um humilde pescador conhecido como Pai Berê encontrou a imagem da Virgem Maria sobre uma rocha no bairro do Rocio no século 17. Desde a época do Brasil colonial, são fartos os relatos de feitos atribuídos à Nossa Senhora. O historiador Antônio Vieira dos Santos, que viveu no século 19, conta numa biografia que Paranaguá escapou de uma violenta epidemia de cólera em 1686. A população atribuiu o feito à santa já que o resto do Brasil era assolado pela ‘‘peste’’. Um terrível pirata, conhecido como Corsário Cormoran, naufragou sua embarcação em 1718 quando se aproximava de Paranaguá para tentar saquear suas riquezas. A santa também é invocada por pescadores da cidade, que pedem proteção e redes fartas durante o arriscado trabalho em alto mar. (D.V.)

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