Paranaenses são finalistas em concurso nacional
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quarta-feira, 03 de dezembro de 2014
Marian Trigueiros<br>Reportagem Local 
Londrina - Dez alunos da rede pública estadual de ensino do Paraná estão entre os finalistas da 4ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa: Escrevendo o Futuro. A premiação da grande final acontece no dia 17 de dezembro, em Brasília, e reunirá 152 finalistas do todo o Brasil, selecionados em quatro categorias: poemas, memórias literárias, crônica e artigo de opinião. Entre eles, serão escolhidos 20 alunos e 20 professores vencedores nacionais.
Mais de 170 mil textos de vários municípios concorreram durante as fases. Ao todo, foram cinco etapas para avaliação dos trabalhos enviados: escolar, municipal, estadual, regional e, agora, a nacional. O tema de 2014 foi "O Lugar Onde Vivo", no qual foram avaliados os quatro gêneros. As escolas nas quais estudam os alunos serão contempladas com laboratórios de informática, compostos por dez microcomputadores e uma impressora, projetor e telão, além de livros para a biblioteca.
Os professores participantes receberam material específico para a realização de oficinas, conforme o gênero escolhido por eles. De acordo com a professora Carla Borba, da Escola Estadual Inácio Schelbauer, do município de Rio Negro, região metropolitana de Curitiba, o material do projeto auxilia no aprimoramento da leitura, escrita e oralidade. "Trabalhei com três gêneros: memórias literárias, crônicas e poema com cerca de 200 estudantes. O resultado foi incrível e tivemos ótimos textos. Atividades assim são importantes para que os alunos se tornem autores da própria escrita e da própria fala. Além disso, o tema contribuiu para que eles se reconhecessem como cidadãos, despertasse o amor pela cidade, ao mesmo tempo que envolveu toda a família no processo. Acredito nessa proposta e sempre incluo as oficinas no planejamento anual", conta, acrescentando que, o fato de a escola ter tido dois alunos selecionados, refletiu positivamente, deixando o restante ainda mais motivado.
Otto dos Santos Reddin, finalista no gênero memórias literárias com o texto "Ôcaso: Poeira Vermelha da Saudade", conta que o material se baseia na história da infância da mãe. "Fiz um roteiro com várias perguntas e ela foi respondendo à entrevista. Fiquei surpreso com as coisas que me contou como a maneira simples que viviam naquela época, lá no interior da cidade, na zona rural. Coloquei as informações no texto e ela me disse que foi exatamente como escrevi. Se eu ganhar com a história dela, nem sei como vai reagir", diz o menino de 13 anos, que está confiante na vitória. Com a seleção para etapa regional, ele participou de oficinas na cidade de Porto Alegre, onde conheceu participantes do Brasil todo. Além dele, a aluna Laura Lorena Pinto Borba concorre com a crônica "Bandeira Branca, Amor".
No município de São José dos Pinhas (região metropolitana de Curitiba), o professor Vinícius Moreli Tavares, da Escola Colônia Murici, comemora o fato de ter um aluno escolhido em sua primeira participação. "Trabalhei desde abril deste ano o gênero artigo de opinião. Foi apenas uma turma, mas tivemos uma ótima experiência. Depois de colocado o tema, eles discutiam e analisavam o tema com muita seriedade; é dessa forma que podemos incentivar cidadãos atuantes. Além disso, souberam diferenciar a denúncia simples para a elaboração de um texto crítico, que possui embasamento, opinião e argumentação, comenta ele, frisando que, no caso da aluna finalista, ela soube construir a ideia de maneira muito concisa, apesar do tema polêmico.
O texto da aluna Lais Sary, de 13 anos, "Represas: saciam ou afogam vidas?" fala sobre a construção de uma represa no rio Miringuava, na região rural, onde mora com a família. "Escrevi sobre como a represa vai impactar negativamente nas vidas das pessoas que moram aqui, porque vai alagar toda a área de produção dos agricultores. Para isso, pesquisei bastante sobre o tema e entrevistei algumas pessoas, como meu pai, que participa da Associação de Moradores." Sobre a chegada na final brasileira, ela diz que não esperava, mas está orgulhosa do reconhecimento. "É muito motivador, porque vários alunos da minha sala que escrevem bem também participaram."


