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DivulgaçãoCássio Freitas de Almeida, Sônia Reinstein, Elaine Fujiwara, Marcos Iwamura: conquista dos Ojos del Salgado (ao fundo), nos Andes argentinos

Para suportar temperaturas variando de 15 graus negativos a 40 graus positivos, caminhar mais de 60 quilômetros a pé e escalar um pico de 6.900 metros foi preciso coragem e determinação. Quem afirma são quatro aventureiros paranaenses que, durante quase um ano, se dedicaram exclusivamente à realização de um objetivo: escalar o pico Ojos Del Salado, nos Andes argentinos, o segundo ponto mais alto do Ocidente.
Nesta semana eles voltaram a Curitiba, depois de 30 dias de expedição, e garantem que valeu a pena. Na bagagem, trouxeram aproximadamente 2 mil fotos, fitas de vídeo gravadas e muitas histórias para contar. ‘‘Criamos uma rota nova para chegar até este pico’’, diz Cássio Freitas de Almeida, 29 anos.
Ele contou que existem dois caminhos para se chegar ao cume. O mais fácil e usual é entrando pelo Chile; o mais complicado, e escolhido por eles, é através da Argentina.
‘‘Depois de caminharmos quase um dia inteiro percebemos que estávamos no pico de Serro Nevado, que não era o nosso objetivo final’’, disse Marcos Iwamura.
A partir daí, eles seguiram para o Ojos Del Salgado, no qual chegaram 13 horas de caminhada depois, inaugurando um trajeto inédito. ‘‘Quando chegamos ao pico já estava anoitecendo, nevava muito e havia muitas trovoadas, o que nos causava inúmeros choques elétricos’’, disse Iwamura. ‘‘Estas condições só aumentavam a emoção’’, afirmou.
Para enfrentar tudo isso, Sônia Reinstein, 29 anos, diz que os quatro aventureiros tiveram seis meses de preparação física personalizada. Durante a expedição cada um carregou mochilas de mais de 50 quilos, incluindo alimentos desidratados, agasalhos, saco de dormir e outros utensílios. A viagem custou cerca de R$ 2.500,00 a cada integrante.
Além de alpinistas, todos trabalham normalmente em Curitiba. Sônia é engenheira florestal, Iwamura é dentista, Almeida é estatístico e Elaine Fujiwara, 22 anos, é farmacêutica.
Segundo eles, Sônia e Elaine são a primeira dupla de mulheres a escalar este pico. ‘‘No mundo todo existem pouquíssimas duplas femininas que se propõe a este tipo de expedição’’, diz Almeida.
A equipe já começa a planejar a próxima aventura, que deve ser a um outro pico dos Andes argentinos, para a qual depende do apoio de patrocinadores. A expedição ao Ojos Del Salgado deverá se transformar, ainda este ano, em exposição fotográfica, livro e fita de vídeo.

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