Paranacity tem 100 desabrigados
Lucinéia Parra
De Maringá
O vento de 72 quilômetros por hora que atingiu a região de Maringá, anteontem à tarde, destruiu a cobertura de um posto de combustível, localizado na BR 376, no município de Presidente Castelo Branco (26 quilômetros a noroeste de Maringá), e deixou desabrigadas cerca de 100 famílias no município de Paranacity (66 quilômetros ao norte de Maringá).
A cobertura do posto em Presidente Castelo Branco caiu sobre uma carreta, evitando que a estrutura de ferro desabasse sobre os funcionários e clientes que estavam no local no momento do incidente. De acordo com a gerente do posto, Rose Vicentim, o vento atingiu a região por volta das 17 horas. Foi tudo super-rápido. Em questão de três ou quatro minutos veio um tipo de clone com vento muito forte, que arrancou a cobertura do posto, explicou. Uma bomba de combustível foi derrubada e os canos que levam a gasolina do poço subterrâneo à bomba foram cortados. Por sorte não houve vazamento de gasolina porque chegou a ocorrer um curto circuito e uma faísca de fogo caiu bem na direção da bomba atingida pelo vento.
No município de Paranacity o vento forte e a chuva de granizo danificaram 200 casas e destruíram completamente quatro residências. O muro do cemitério também foi derrubado pelo vento e na área rural o granizo danificou barracões do bicho-da-seda e as lavouras de uva.
Oeste Moradores de várias cidades do Oeste paranaense aproveitaram o dia sem chuvas, ontem, para recuperar estragos causados na noite anterior, por ventos fortes e granizo, que atingiram principalmente telhados de edificações. Os maiores problemas ocorreram em Cascavel, Céu Azul, Toledo e Medianeira.
Em Cascavel, a prefeitura publicou ontem, no Diário Oficial, decreto de situação de emergência, providência legal para habilitar-se a auxílio da Defesa Civil do Paraná. A Cohapar está fornecendo telhas para mutuários de seus conjuntos habitacionais, que tiveram casas atingidas pelo vento e granizo. Em Cascavel, 100 das 421 casas do conjunto São Francisco foram atingidas. (Colaborou Paulo Pegoraro)





