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Kraw Penas/Folha de LondrinaAvançoProdução escalonada de 2.000 doses da vacina que combate tétano, difteria e coqueluche começa no segundo semestre

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) começa a produzir a vacina tríplice (contra tétano, difteria e coqueluche) ainda este ano. A fábrica de vacinas e os equipamentos principais já estão instalados e quase prontos para operar, esperando apenas a liberação da última parcela de R$ 4,9 milhões do Ministério da Saúde.
O convênio com o ministério foi firmado em 1988. O ministério financiou três instituições: o Instituto Butantã (SP), a Fundação Oswaldo Cruz (RJ) e o Tecpar (PR).
Segundo o diretor-técnico do Tecpar, Júlio Félix, o atraso da liberação dos recursos preocupa a equipe. ‘‘Para os dois outros laboratórios já foi liberada toda a verba e o total do financiamento deles é o dobro do nosso’’, argumenta. A produção escalonada de 2.000 doses começa no segundo semestre, mas as vacinas só serão distribuídas no próximo ano, depois de passar por rigoroso controle de qualidade. A produção do laboratório prevista para o ano 2.000 é de 10 milhões de doses, com custo total de R$ 15 milhões.
A demanda brasileira é de 30 milhões de doses por ano. Os três laboratórios devem suprir esta necessidade em três anos. O primeiro a produzir em escala industrial é o Instituto Butantã.
O Tecpar espera assinar, ainda este mês, uma parceria com o laboratório francês Pauster Merieux para transferência de tecnologia ou associação para produzir vacinas quádruplas - a tríplice mais anti-hepatite B ou haemophilus influenzae (tipo de gripe), ou ainda a anti-pólio injetável.
O Brasil já é auto-suficiente na produção das vacinas anti-rábica humana e canina, anti-pólio, anti-meningite A e C, soros para picadas de animais, anti-sarampo e a BCG, que imuniza contra caxumba e rubéola.
Ano passado o País teve dois problemas com vacinas importadas: um laboratório que venceu a licitação não entregou as vacinas e um lote de vacinas está sob suspeita de toxidade acima do normal. ‘‘A produção brasileira é importantíssima, uma vez que as vacinas estarão disponíveis a tempo e o ministério terá controle sobre a qualidade de cada lote’’, diz Félix. O projeto do Tecpar prevê a exportação das vacinas daqui a três anos.

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