Curitiba O Ministério da Saúde requisitou ao governo do Paraná a devolução de 1 milhão de vacinas de hepatite B que não foram utilizadas pelo Estado e com validade garantida somente até julho deste ano. As vacinas serão repassadas para outros estados através do Programa Nacional de Imunização.
A Secretaria de Estado da Saúde alegou que o procedimento de devolução é normal e que não vai faltar vacina no Paraná. Há um estoque garantido de 380 mil doses até agosto e outro estoque cuja validade é até 2005, que não foi quantificada pela secretaria.
''Nós trabalhamos com estoques, metas e programas de imunização. O Estado controla se precisa pedir mais vacina, ou se estão sobrando, por isso não corre risco de faltar'', afirmou a técnica da divisão de imunizações da secretaria, Beatriz Thiel. A Funasa, órgão executivo do Ministério da Saúde, disse que desconhece os motivos pelos quais as doses não foram usadas pelo Paraná.
De acordo com meta estipulada pelo Ministério da Saúde, 100% da população até 19 anos têm que receber vacina contra hepatite B até o final deste ano. Segundo Beatriz, o Paraná já deve ter imunizado cerca de 70% desse grupo. ''A meta era para vacinar 30% dessa quantidade em 2001, outros 30% em 2002 e o restante neste ano'', relatou. Segundo ela, a secretaria está fazendo a contagem exata das crianças e jovens que ainda precisam ser vacinados.
''Precisamos chamar essa população para que compareça aos postos de saúde e receba a imunização'', acrescentou. Segundo Beatriz, o Estado recebe as vacinas do ministério, repassa para as 22 regionais da saúde, que entregam aos municípios fazerem a vacinação. ''É um processo muito dinâmico, sempre estamos revendo os estoques'', afirmou Beatriz. A hepatite B é transmissível via sanguínea e via sexual. Em 2002, foram registrados cerca de 600 casos da doença no Paraná. Se a doença evolui, pode causar cirrose e câncer hepáticos.

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