Paraná teria mais de 300 academias sem registro
O representante do Cref em Londrina, Márcio André Ribeiro, cita que são oferecidos descontos nas taxas de registro para recém-formados. Ele nega que o conselho esteja perseguindo arbitrariamente professores e donos de academias. ''Apenas estamos recorrendo ao trâmite legal, que é recomendado nestes casos. Uma lei federal de 1998 determina que a filiação de profissionais da área e de academias ao Confef e ao Cref é obrigatória'', justifica.
O presidente do Cref paranaense, Félix D'Ávila, qualifica as reclamações como resultados da ''falta de informação''. ''Às vezes os proprietários de pequenas academias reclamam das taxas, mas se você parar pra pensar os valores são baixos: uma cobrança de R$ 300, por exemplo, é de um ano, não de um mês. Dividida por doze meses, não fica caro'', considera.
D'Ávila aponta que a obrigatoriedade da vinculação ao Cref, determinada pela lei de 1998, tem o objetivo de diminuir a quantidade de pessoas trabalhando sem a devida competência no mercado. ''A educação física exige responsabilidade. Uma pessoa sem registro vai trabalhar com uma criança, sem saber anatomia direito, por exemplo. Imagine os danos que pode causar''.
O presidente afirma que as taxas do Cref paranaense não são altas. ''As anuidades máximas arbitradas pelo Confef são de R$ 800 para pessoas jurídicas e de R$ 400 para pessoas físicas. Cobramos abaixo disso'', alega ele. D'Ávila também discorda da alegação de que o Cref se nega a discutir o valor das taxas. ''No ano passado, participei de reuniões nas associações comerciais de Londrina, Maringá e Paranavaí. E foram poucos os donos de academias que me procuraram para conversar alguma coisa'', diz o presidente.
Ele estima que o Paraná tenha atualmente cerca de 8.000 profissionais de educação física registrados; em torno de 1.000 estariam inadimplentes. O estado teria aproximadamente 500 academias registradas. Este ano, o Cref paranaense encaminhou vários comunicados ao Ministério Público para denunciar cerca de 300 academias que não teriam registro.
De acordo com D'Ávila, os valores arrecadados através de taxas de registro e anuidades são aplicados na melhoria do sistema de informática do conselho, nas viagens dos fiscais, na revista do Cref e no custeio da estrutura administrativa da entidade.





