Paraná tem projeto piloto para detectar vírus da pólio
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segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Ministério da Saúde quer a adesão das universidades paranaenses ao Plano Nacional de Contenção do Poliovírus Selvagem em Laboratórios Brasileiros. Em reunião realizada, ontem, na Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, com representantes de várias instituições, foram apresentadas as motivações e metas do plano, que foi iniciado pelo Paraná. As ações seguem orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que priorizou a erradicação da poliomielite no mundo.
O plano de contenção é um dos requisitos para o Brasil ter a certificação internacional de erradicação. Cada país precisa fazer um levantamento de seus laboratórios, identificar materiais que contêm ou que sejam potencialmente infectantes para o poliovírus selvagem e estimular o descarte de todos os que não tenham interesse para pesquisa.
Colatto esclareceu que amostras de fezes, secreções de casos clínicos de pólio, materiais de autópsia, ou amostras de fezes congeladas, que foram coletadas de crianças durante o período de endemicidade (antes de 1994) podem apresentar o poliovírus.
O projeto piloto do inventário dos laboratórios começou pelo Paraná, que foi o primeiro estado brasileiro a erradicar a doença, em 1987. Desde o início de agosto, o inquérito eletrônico do plano de contenção está disponível no site do Lacen (www.saude.pr.gov.br), mas até agora, apenas 19% dos 331 laboratórios da rede de saúde pública responderam o formulário.
Segundo o diretor do Laboratório Central do Estado (Lacen), Marcelo Pilonetto, a mobilização das universidades quer atingir os laboratórios de pesquisa que, eventualmente, possam reunir esse tipo de material, já que até agora, somente os de análise clínica aderiram ao plano. Não foram identificados materiais infectantes para o poliovírus até agora. O trabalho deve ser finalizado no Paraná até o início de outubro e será estendido, depois, a outros estados.
''Não acredito em bioterrorismo no Brasil, mas em acidentes sim. Foram tantos anos para erradicar a poliomielite, que não podemos permitir que o vírus seja reintroduzido por um acidente em laboratório'', destacou Pilonetto. O Brasil conseguiu a certificação de país livre da pólio em 1994, três anos depois do último caso clínico confirmado.


