O Informe Semanal da Dengue divulgado nesta quarta-feira (14) pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirmou seis novos óbitos por dengue em Antonina, Mariluz, Arapongas, Paranavaí e Apucarana (2) e Londrina. A morte na cidade já havia sido contabilizada pelo secretaria municipal de Saúde. A vítima é um homem de 53 anos, que perdeu a vida em 23 de janeiro. O município ainda teve o falecimento de uma mulher de 64 anos, este ainda não consta no boletim do Estado. Em todo o Paraná são 8.411 novos casos da doença. O período sazonal 2023/2024, que teve início em julho do ano passado, soma 37.516 casos confirmados e 15 mortes no Estado.

O 23º Informe Epidemiológico publicado pela Vigilância Ambiental da Sesa também contabiliza 111.147 notificações, 26.397 casos em investigação e 42.397 descartados. As Regionais de Saúde com mais casos confirmados de dengue são a 16ª RS de Apucarana (9.331), 14ª RS de Paranavaí (3.379), 17ª RS de Londrina (3.353), 22ª RS de Ivaiporã (3.246) e 10ª RS de Cascavel (3.095).

Já os municípios que apresentam mais confirmações são Apucarana (6.707), Londrina (2.718), Ivaiporã (1.841), Maringá (1.755), Paranavaí (1.583), Jandaia do Sul (1.207) e Santa Izabel do Oeste (1.117).

O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, ressalta que o Estado tem se empenhado em diversas frentes para conter o avanço de casos, desde o envio de equipes especialistas aos municípios até a reativação do Comitê Estadual Intersetorial de Dengue. “No entanto, precisamos de união para vencer este combate. Muitas vezes, o foco do mosquito é encontrado em áreas domiciliares e a conscientização é indispensável para somar forças nessa luta”, avaliou.

A transmissão da dengue acontece com a picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectado com o vírus. Os sintomas podem aparecer em até 15 dias. Normalmente, a primeira manifestação da doença é febre alta (39°C a 40°C) que dura de dois a sete dias, acompanhada de dor de cabeça, fraqueza, dores no corpo, nas articulações e no fundo dos olhos. Pode haver manchas que atingem a face, tronco, braços e pernas. Perda de apetite, náuseas e vômitos também podem ocorrer.

CHIKUNGUNYA E ZIKA

O boletim ainda traz dados sobre a doença Chikungunya no Estado. Atualmente, o Paraná soma 57 casos confirmados, sendo 41 autóctones (quando a doença é contraída no município de residência). Há, ainda, 190 casos em investigação e 519 notificações. Desde o início deste período não houve confirmação de casos de zika vírus. Foram registradas 64 notificações.

MUTIRÃO

A Prefeitura de Londrina, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), começou, nesta quarta-feira (14), o mutirão Bota Fora Contra a Dengue. A ação conta com sete caminhões que estão trabalhando para retirar todo o lixo separado para descarte pelos moradores do Jardim União da Vitória, na região sul da cidade. Além disso, inclui a limpeza de áreas públicas e a participação de três veículos do fumacê, que estão aplicando inseticida nas ruas do bairro. As equipes de limpeza da CMTU prosseguem com os trabalhos até amanhã (15), podendo estendê-los, se necessário.

O Jardim União da Vitória foi escolhido para essa iniciativa devido ao aumento do número de casos de dengue na região. O intuito do mutirão é que a população descarte materiais inservíveis, que possam acumular água e servir como criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue, zika e Chikungunya. Durante a ação, os moradores do bairro podem colocar em suas calçadas qualquer material ou item que desejem que seja descartado. Após o recolhimento, a CMTU fará a separação e dará a destinação correta para cada objeto recolhido.

“Hoje é dia de colocar tudo para fora, é o momento das pessoas se livrarem de tudo aquilo que elas não precisam ter em casa. Nós vamos destinar corretamente cada item que for retirado, tudo vai para a separação e destinação correta. O problema da dengue é um problema de todos nós. É um problema que a sociedade vai ter que enfrentar. Com a sociedade e o poder público fazendo cada um a sua parte, nós vamos minimizar o problema da dengue”, enfatizou o diretor-presidente da CMTU, Marcelo Cortez.

Além da retirada dos materiais descartados pelos moradores, a SMS está atuando com a aplicação do fumacê. O secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, explicou que a aplicação do inseticida é utilizada de forma estratégica nesse momento de retirada dos criadouros do mosquito da dengue. “Desde segunda-feira (12), as equipes de endemias passaram por todas as localidades do bairro distribuindo os sacos de lixo e orientando a população a fazer a retirada dos materiais, para que hoje (14) as equipes da CMTU comecem esse recolhimento. Paralelamente a isso, nós vamos passando o fumacê porque, à medida em que nós removemos os criadouros, o mosquito vai buscar outras alternativas de locais. Assim, o fumacê vem complementar essa ação, para que tenhamos o resultado esperado, que é, nas próximas semanas, baixar consideravelmente o número de casos no União da Vitória” disse.

A Secretaria Municipal de Saúde também está realizando a manutenção das armadilhas do tipo ovitrampas, que são utilizadas para fazer o monitoramento populacional do mosquito Aedes aegypti. As equipes de controle de endemias estão recolhendo as palhetas contidas nas armadilhas, onde estão localizados os ovos do mosquito acumulados até o dia de hoje, e instalando novas palhetas, que serão analisadas posteriormente. Através desse processo, será possível avaliar a efetividade das ações implantadas no bairro.(Com informações do N.Com e AEN)

Atualizada às 10h05 de 15/02/2024

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