De acordo com o geriatra João Batista Lima Filho, hoje, a minoria dos aposentados é deprimida. ''Apesar da sociedade não oferecer oportunidade e espaço para os aposentados, todos têm uma atividade em suas casas. Ou cuidam do jardim e animais domésticos ou de criações de galinhas e vacas'', diz o médico, ressaltando que os idosos representam pouco mais de 10% da população paranaense ou 1,2 milhão de pessoas.
Segundo ele, a dependência típica das pessoas idosas só aparece após os 80 anos, quando elas já não conseguem se alimentar, se movimentar, nem realizar a higiene pessoal sozinhas e requerem mais atenção. ''O idoso saudável, que se preveniu, até consegue ter qualidade de vida depois dos 80, mas é inevitável a ocorrência de doenças degenerativas após essa idade'', avalia o geriatra.
Ele vê com bons olhos a atual política nacional de saúde do idoso que, em parceria com a iniciativa privada e o terceiro setor, pretende individualizar o tratamento da pessoa idosa. Segundo ele, a lei, assinada em 16 de outubro, terá como base a renda do aposentado, seu grau de mobilidade e sua saúde física e mental.
''Ainda é preciso tempo para capacitar o setor público, mas a proposta é de um trabalho multiprofissional nos postos de sa© úde, integrando geriatras, fisioterapeutas, nutricionistas, odontólogos, entre outros profissionais.'' (M.G.)

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