Paraná tem 104 mortes por gripe neste ano
Mais três casos com vítimas fatais foram registrados em uma semana; todas mulheres e com comorbidades
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 04 de setembro de 2019
Mais três casos com vítimas fatais foram registrados em uma semana; todas mulheres e com comorbidades
Pedro Marconi - Grupo Folha 
O Paraná atingiu o número de 104 mortes ocasionadas pela Influenza somente entre janeiro deste ano e o início de setembro. De acordo com o último boletim da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), mais três óbitos pela doença foram registrados entre o levantamento da semana passada e o de terça-feira (3). Eles ocorreram em Curitiba, São Mateus do Sul (Sul) e Foz do Iguaçu (Oeste). As vítimas são todas mulheres, com 93, 82 e 78 anos, respectivamente.
A faixa etária acima dos 60 anos é a que concentra maior quantidade de mortes por gripe no Estado: 53,85%. Além da idade, considerada como fator de risco, as mulheres que tiveram óbitos confirmados nesta semana apresentavam outras doenças crônicas e não foram vacinadas. O Paraná tem atualmente 527 casos diagnosticados em 2019, sendo nove a mais em relação à semana passada.
Foz do Iguaçu é o município paranaense com mais mortes pela Influenza, totalizando 19. Em seguida vem Curitiba (17). Chefe da Vigilância Epidemiológica da secretaria de Saúde de Foz, Roberto Doldan destacou que dos óbitos, 17 foram de pessoas adultas acima dos 60 anos. Todas apresentavam comorbidades. “Toda vez que pega a Influenza este grupo já é de risco, pela idade e doenças associadas, que potencializam o desfecho do óbito”, explicou. A cidade de pouco mais de 258 mil habitantes soma 53 positivações.
Segundo o enfermeiro, de todas as vítimas fatais, somente duas haviam se vacinado. No caso do último óbito, a paciente tinha doenças cardíacas e renais e também não havia se imunizado. “Embora exista a campanha e até uma adesão boa de idosos e pessoas com doenças crônicas, muitas não procuram e isso acaba contribuindo”, destacou ele, que acrescentou que o município não passa por uma epidemia de gripe. “Em todos os lugares esta população é de risco, principalmente no período sazonal.”
O fato de Foz do Iguaçu estar numa região turística e de fronteira acaba interferindo em todo o cuidado quando se fala da gripe. “A situação da população flutuante que passa pelo município é fator preocupante, pois, as doenças podem vir não somente pela via respiratória, mas outras, como sarampo e febre amarela”, pontuou. No período antes da chegada do inverno, todos os profissionais da secretaria de Saúde receberam capacitação para o manejo clínico da Influenza.
LONDRINA
Em Londrina, o boletim da Sesa não mostrou aumentos entre uma semana e outra. A segunda maior cidade do Paraná continua com 13 casos confirmados e três mortes, todos de homens, de 34, 48 e 74 anos. Na 17ª Regional de Saúde, que abrange 21 municípios, são 23 confirmações, distribuídas em Londrina, Cambé (4), Ibiporã (1) Porecatu (1), Rolândia (2) e Tamarana (2). São seis óbitos.
CUIDADOS
A gripe é uma infecção aguda do sistema respiratório, provocada pelo vírus da influenza, com grande potencial de transmissão. No Brasil, três tipos de vírus circulam: A, B e C. Os sintomas mais comuns são febre alta, calafrios, dores musculares, tosse, dor de garganta e queda do estado geral de saúde.
Entre as principais medidas preventivas estão a vacina, higienização das mãos, principalmente antes de consumir alimentos, cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir, evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca, não compartilhar objetos de uso pessoal e manter os ambientes bem ventilados. “A pessoa não deve se automedicar, pois, isso é altamente condenável. Se apresentar os sinais, deve-se procurar o médico para avaliar, porque existe medicação para combater o vírus, porém, tem seu tempo para efeito. A procura tardia pode levar a um final negativo”, advertiu Roberto Doldan.


