Paraná se destaca no controle epidemiológico
Curitiba - No que diz respeito à vigilância epidemiológica, o Paraná ostenta a nota mais alta (74,86) entre os estados brasileiros, na avaliação do Ministério da Saúde, seguido de Santa Catarina (73,31) e Rio Grande do Sul (73,15). A avaliação leva em conta itens como sistema e informações, cobertura vacinal e diagnósticos laboratorial das doenças de notificação compulsória. Foi essa nota no ranking brasileiro que deu ao Estado a oportunidade de sediar o maior congresso de epidemiologia do País.
O Estado tem um ótimo controle epidemiológico, avalia o diretor de Vigilância e Pesquisa Epidemiológica da Secretaria Estadual da Saúde, Nereu Mansano. Ele não descarta, no entanto, a necessidade de intensificar ações no combate a algumas doenças, como a dengue. O ano passado a secretaria registrou 1.288 casos de dengue. Este ano já foram notificados cerca de 500, a metade dos casos importados, ou seja de pessoas que contraíram a doenças em outras cidades.
Não temos como controlar os casos importados, principalmente porque o número de casos da doenças em outros estados aumenta consideravelmente, explica Mansano. Apesar da incidência da dengue, Mansano acredita na excelência do controle da doença e de outras enfermidades emergentes no Estado.
Esta é a primeira vez que o congresso tem como sede a região Sul do País. Os quatro anteriores foram realizados em Campinas (SP), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ). Este ano reúne, na Pontíficia Univerdidade Católica do Paraná (PUC-PR) cerca 3,2 mil profissionais da saúde do Brasil, Europa e Estados Unidos.
Até amanhã, os técnicos estarão trocando experiências sobre 2,5 mil trabalhos realizados no controle de doenças como dengue, tuberculose, sarampo, febre amarela e aids. Além de problemas como a gravidez na adolescência e Lesão por Esforço Repetitivo (LER). O congresso é realizado a cada três anos.(K.M.)





