Paraná registra 85 casos de dengue em uma semana
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 02 de maio de 2001
Katia Michelle De Curitiba 
A Secretaria de Saúde do Estado registrou 85 novos casos de dengue em uma semana. Com estes, sobem para 781 confirmações da doença no Paraná desde o início do ano. Aumentaram também os casos de hantavirose e malária no Estado. A secretaria registrou o sétimo caso de hantavirose desde janeiro e seis novos de malária foram confirmados na região de Foz do Iguaçu. O quadro foi divulgado ontem no boletim da 17ª semana epidemiológica da secretaria.
Os casos de dengue, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti , foram notificados na região Norte do Estado, principalmente em Santa Fé (47 km ao norte de Maringá), município que apresenta maior número de ocorrências (289). O diretor de Vigilância Sanitária e Pesquisa da secretaria, Nereu Mansano, observa que o número de confirmações da doença tem diminuído a cada semana epidemiológica. Há duas semanas cerca de 150 novos casos foram notificados. No ano passado, a secretaria registrou 1.822 casos da doença.
A hantavirose, doença transmitida por fezes, urina e saliva de ratos silvestres, atingiu um garoto de nove anos, morador na área rural de Pinhão (40 km ao Sul de Guarapuava). Há pelo menos dois meses a secretaria não registrava casos da doença, que já matou quatro pessoas desde janeiro. O número de mortes por hantavirose no Estado este ano chega quase ao registrado em todo o ano passado, quando 25 pessoas contraíram a doença e cinco morreram.
De acordo com a secretaria, o menor teria sido contaminado depois que a família se mudou para o município. A chefe de divisão de Zoonoses da secretaria, Gisélia Rubio, informou que a contaminação teria acontecido pelo contato com excrementos de ratos encontrados na casa. A secretaria divulgou que o garoto passa bem. Há um mês uma pessoa contaminada com a doença morreu nessa mesma região. As ações de prevenção no Estado contra a hantavirose são basicamente de orientação aos profissionais da área de saúde para tentar agilizar a detecção da doença e também informar a população sobre os cuidados com os ambientes possivelmente infectados.
Na região de Foz do Iguaçu, a 9º regional de saúde da secretaria notificou mais seis casos autoctenes (contraídos na região) de malária e mais 16 importados. Com estes, são 32 casos de malária registrados desde o início do ano na região, a única do Estado que apresenta casos da doença. A diretora da regional, Eliane Maria Polozzo, explica que a área é propícia para a doença, mas alega que a situação não preocupa. A malária tem cura, assim que verificados os sintomas a pessoa deve procurar um médico, observou. Segundo ela, as condições climáticas da região contribuem para a proliferação do mosquito trasnmissor da doença.
A malária é transmitida pelo mosquito Anopheles darlingi , que aparece em açudes, água represadas e rios. As pessoas devem se proteger usando roupas apropriadas e repelentes adverte. Os primeiros sintomas da doença são febre alta, dor de cabeça e no corpo, suor em excesso e calafrios. O período de incubação varia entre 12 e 30 dias e o tratamento pode durar até duas semanas.


