Paraná registra 600 armas por mês
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quinta-feira, 19 de outubro de 2000
Julio Cesar Lima De Curitiba 
A liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu a proibição dos registros de armas no País foi considerada positiva pelos donos de lojas de armamentos. Mensalmente a Polícia Federal do Paraná recebia, segundo informações da assessoria, 600 pedidos de registros de armas no Sistema Nacional de Armas (Sinarm). Com a entrada em vigor em junho, da Medida Provisória do governo federal que proibiu os registros até 31 de dezembro, esse número caiu, mas as pessoas que compraram armas nas lojas que obtiveram liminares na Justiça não tiveram problemas para conseguir o registro.
O empresário Filinto José Sovierzoski, proprietário da Loja Az de Espadas, com sede em Curitiba e filiais no interior, informou que comercializa cerca de 100 armas mensalmente. Filinto obteve o direito de registro em 6 de setembro, garantindo a possibilidade de regularização para quem comprasse em suas lojas.Apesar disso, muitas pessoas tinham medo de que alguma medida do governo pudesse fazê-las devolver a arma, disse Filinto.
Na opinião do delegado Luiz Antônio Zavataro, da Delegacia de Explosivos, Armas e Munições, em Curitiba, o governo federal deveria se preocupar em equipar mais a polícia e cuidar das regiões de fronteira. Não adianta proibir a venda de armas no País se os criminosos fazem contrabandos de armas em toda a fronteira, disse Zavataro.
As primeiras lojas de armamentos que conseguiram liminares foram de Porto Alegre (RS), Passo Fundo (RS) e depois do Paraná. Não adianta querer tampar o sol com a peneira. Hoje não temos segurança e as pessoas precisam se proteger de alguma forma, concluiu Filinto.
A reação do coordenador da Organização Não-Governamental Viva Rio, Rubem Cesar Fernandes, foi crítica em relação à suspensão da proibição que vigorava havia três meses. Essa decisão é um retrocesso em um esforço nacional de tentar controlar o uso de armas no Brasil, que é uma epidemia, disse.


