Curitiba – Os crimes no Paraná aumentaram 21,32% no ano passado se comparado ao ano anterior. A cada hora, 19 crimes são registrados nos distritos e delegacias de polícia do Estado. Foram 167,6 mil ocorrências em 2001. Os dados fazem parte de uma pesquisa encomendada pelo Departamento de Polícia Civil e entregue com exclusividade para a Folha. O crime que teve a maior variação positiva foi os que atingem os costumes (estupros, abusos sexuais, pedofilia, tráfico de drogas). O crescimento de um ano para o outro foi de 133%. Foram 3 mil ocorrências deste tipo registradas nas delegacias de polícia, uma média de oito por dia.
Os crimes contra o patrimônio (arrombamentos, assaltos, sequestros em sinaleiros, furtos) ainda são os mais comuns. Foram 116,4 mil no ano passado, 36% a mais do que no ano 2000. Em relação a 1998, o número de registros deste crime praticamente dobrou. São 13 crimes deste tipo cometidos por hora no Paraná.
Os crimes contra a pessoa (agressão física, espancamento, homicídios) também apresentaram um crescimento significativo: 30%. Foram 28,7 mil ocorrências registradas pela Polícia Civil, uma média de três crimes desta natureza por hora no Paraná. Os furtos e roubos de veículos aumentaram em quase 19%. Somente no ano passado foram furtados ou roubados 14,8 mil carros, uma média de dois por hora.
O delegado geral da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro, afirmou ontem que ainda não teve conhecimento oficial do resultado da pesquisa. Ele considerou os dados repassados pela reportagem como naturais, uma vez que a quantidade de policiais civis e militares ainda era insuficiente para atender a demanda da população paranaense. ‘‘Temos problemas sérios de pessoal, mas este problema está sendo resolvido com os concursos públicos’’, disse ele.
Ribeiro destacou ainda que muitas vezes a atual deficiência do sistema carcerário, que tem sido resolvida pelo atual governo, contribui para o aumento da criminalidade. ‘‘Temos que lutar para diminuir a criminalidade e é por isto que encomendamos a estatística. Nossa meta é pelo menos estabilizar esta situação’’, argumentou.

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