Os paranaenses diminuíram o consumo de água tratada. Uma boa notícia para a comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado hoje. Segundo dados da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), em 2008, cada residência gastou em média 344 litros por dia - 2,7% a menos em relação ao ano anterior. A queda evitou a extração de 7,5 bilhões de litros de água do meio ambiente. Ainda de acordo com a Sanepar, o consumo caiu 9% na última década. Apesar do dado positivo, a companhia registra uma perda física de 30% de toda a água tratada onde atua.
A Sanepar explica que os vazamentos e gotejamentos em domicílios e estabelecimentos comerciais são os principais causadores de desperdício e de aumento abrupto de conta. "O descaso com a manutenção atinge a coletividade. O dono da casa vai pagar mais pela conta, mas a sociedade paga pelo descaso com o recurso hídrico", constata o diretor de Operações da Sanepar, Wilson Barion. O síndico Celso Ricardo de Lara viu a conta de água do condomínio subir 30% de um mês para o outro. O problema começou há três meses. O relógio contador foi trocado pela Sanepar e como nada mudou, para Lara só pode ser um vazamento, apesar do prédio ser novo, com três anos de uso. "Contratei um hidráulico para investigar e estou aguardando o parecer dele", relata.
"Evitar o desperdício é um ato de cidadania. Água é um bem finito em fase de escasseamento", ressalta Barion.
A Sanepar não contabiliza financeiramente 12% da água que produz. O recurso é disponibilizado pelo sistema para abastecer serviços das cidades e certas faixas da população. É a água que está nos hidrantes e nos assentamentos. Somente em Curitiba e região metropolitana há entre 50 e 80 mil pessoas beneficiadas. Em Londrina, cinco regiões de assentamento que utilizam a água não contabilizada. Com a perda, os cofres da companhia deixam de arrecadar anualmente 22,3% do faturamento anual -é a menor perda do Brasil entre as companhias de abastecimento, segundo o Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgotos, do Ministério das Cidades. O índice de perdas de faturamento é a relação entre o volume de água faturado e o volume disponibilizado para a distribuição.
As três cidades paranaenses com maior consumo por residência são Foz do Iguaçu (397 litros/dia); Londrina (396 litros/dia) e Maringá (392 litros/dia). Os moradores de Guarapuava são os mais econômicos: 305 litros por dia em cada imóvel.

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