Paraná ocupa o sexto lugar em vítimas fatais
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terça-feira, 10 de junho de 1997
Da Redação 
Segundo dados do Ministério do Trabalho, o Paraná ocupa o sexto lugar entre os estados brasileiros em relação ao número de acidentes de trabalhos fatais registrados pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). O índice é calculado com base no número total de trabalhadores formais de cada estado. Em cada 100 mil, 20 trabalhadores morreram vítimas de acidentes no Paraná durante o ano de 1995. À frente do Paraná, neste ranking negativo, estão Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Espírito Santo e Mato Grosso, o líder com 36 acidentados mortos.
De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Brasil está em décimo lugar no ranking mundial de acidentes fatais, à frente de outros países subdesenvolvidos: Indonésia - a líder -, Turquia, África do Sul, Burundi, Coréia do Sul, Guatemala, Zimbábue, Costa Rica e Índia. O índice foi calculado dividindo-se o número de acidentes fatais pelo número de trabalhadores da indústria de cada país.
No Brasil, o setor responsável pelo maior número de acidentes é o da indústria de transformação, formado por fábricas de produtos alimentícios, de bebidas, de produtos de madeira e pelas indústrias metalúrgicas, elétricas e eletromecânicas. Em seguida, vêm os setores da construção civil, de transportes e armazenagens, e do comércio e reparação de automóveis e eletrodomésticos.
Em 1995, em todo o País, morreram acidentados 3.300 trabalhadores. Este número é 23,7% maior que o registrado no ano anterior, enquanto que o número de pessoas empregadas cresceu apenas 2,59%. Morreram acidentados 167 trabalhadores em cada grupo de um milhão de empregados registrados; no ano anterior haviam morrido 135 trabalhadores. Os números são do Ministério do Trabalho, que ainda não concluiu a análise dos dados relativos a 96.
As autoridades do Ministério acreditam, no entanto, que o número de acidentes pode ser maior; somente 15% dos acidentes estariam sendo comunicados ao INSS. Os custos dos outros 85% seriam escondidos pelas próprias empresas e, por isso, não teriam sido registrados junto ao instituto. Segundo dados da Previdência Social, o País gasta mais de R$ 4 bilhões por ano com as consequências dos acidentes de trabalho e doenças profissionais.
Diretamente com os tratamentos médicos e indenizações, o INSS gastou em 95 R$ 850 milhões. Todo trabalhador afastado do serviço por mais de 15 dias fica por conta do INSS; antes disso, as despesas são responsabilidade dos empregadores.
(Osmani Costa)


