Paraná não integra serviço de proteção à testemunhas
O Paraná é o único estado das regiões Sul e Sudeste que não integra o Sistema Nacional de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas do governo federal. A Secretaria Estadual de Segurança Pública foi procurada pela Folha e não soube informar que tipo de assistência o Estado oferece para testemunhas e vítimas ameaçadas. Portanto, a família que corre risco de morte alojada provisoriamente numa entidade filantrópica terá que pedir auxílio a Deus ou tentar ajuda na Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, em Brasília (DF).
O presidente do Sistema em São Paulo, Dermi Azevedo, explicou que, nos Estados onde o programa federal de proteção já funciona, o pedido de ajuda pode ser feito pela própria vítima, por entidade governamental ou não, pela força policial ou pela Justiça. Segundo ele, o critério para ser enquadradado é basicamente um só: ''qualquer testemunha de crime ou vítima que esteja sendo coagida ou ameaçada''. O programa oferece assistência jurídica, psicológica e social.
Enquanto não consegue auxílio, a única chance que a família de Rodrigo Pereira de Oliveira tem é esperar que a Força-tarefa, criada em maio para investigar exclusivamente homicídios, prenda os três assassinos do adolescente. O delegado Márcio Vinícius Amaro informou ontem que já tinha conseguido mandados de prisão contra os três homens suspeitos do crime.





