Paraná ganhará 149 leitos este mês
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segunda-feira, 04 de agosto de 2003
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba A Secretaria de Estado de Saúde vai credenciar, até o fim deste mês, mais 149 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) em 12 municípios. A garantia foi dada pelo secretário Cláudio Xavier, ao relatar os resultados da reunião em Brasília, na semana passada, com o ministro da Saúde, Humberto Costa. Do total de leitos, 133 serão financiados pelo ministério e os outros 16 pelo governo do Estado até a União bancá-los. Até o fim de março de 2004, a previsão da secretaria é de que o Estado receba outros 186 leitos, aumentando de 803 para 1.138 o número de vagas nas UTIs.
Todos os 149 leitos já estão montados em diversos hospitais, porém faltava verba para contratar profissionais capacitados e manter a estrutura. Agora o Ministério da Saúde vai bancar o custeio dessas unidades, que varia entre R$ 4 mil e R$ 7 mil cada. A primeira cidade a receber os novos leitos é Ponta Grossa, que registrou 39 mortes de pessoas à espera de UTI. Atualmente são seis vagas em funcionamento. Mais 10 leitos já estão sendo credenciados no Hospital Pinheiros e seis neonatal na Santa Casa, começando a cobrir o déficit de 35 unidades que a regional possui. No dia 19 de agosto o ministro virá ao Paraná para oficializar o credenciamento.
Xavier questiona a veracidade do número de mortos à espera de UTI divulgado pela imprensa (veja texto acima). Segundo ele, será feita uma auditoria em conjunto com Secretaria de Saúde e o Conselho Regional de Medicina (CRM) para averiguar se todas essas mortes foram mesmo decorrentes da falta de leitos. ''Além da auditoria iniciaremos um programa de melhor uso dos leitos, como, por exemplo, instalar semi-UTIs para os pacientes menos graves, descongestionando as unidades'', afirmou.
Mais uma UTI móvel também será cedida exclusivamente a Ponta Grossa. Agora o Estado vai contar com cinco unidades. O coordenador da Central de Regularização de Leitos, Vinícius Filipak, diz ser pouco provável que boa parte das mortes tenha acontecido por falta de ambulância. ''Muitos doentes nem tinham condições de ser transportados por causa da gravidade da doença. Não aguentariam. Em outros casos, a própria família não quis que fosse transferido para outra cidade.''


