Luciana Pombo
De Curitiba
O Crematório Vaticano, primeiro do Paraná e quinto do País, será inaugurado hoje, às 19 horas, em Campina Grande do Sul, Região Metropolitana de Curitiba. O empreendimento custou cerca de R$ 1,5 milhão. As 500 famílias que já colocaram os nomes nas listagens serão contactadas e as cremações poderão ser vendidas, antecipadamente, com parcelamento em até 24 vezes. O preço de uma cremação, com urna de cinzas e cerimônia religiosa, custará cerca de R$ 1,8 mil. ‘‘Deveremos cremar cerca de mil corpos durante este ano’’, afirmou o proprietário Edson Cooper.
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) ainda não expediu qualquer licença para a liberação de operação de crematórios no Estado. De acordo com a engenheira química Maria Isabel Chuves, do Departamento de Licença Ambiental, foram dadas apenas licenças para as construções. ‘‘Depois que eles enviarem o pedido de licença para a operação, fiscalizaremos e daremos nosso parecer. Nenhum deles poderá operar antes de um prazo de 30 dias’’, argumentou ela.
Cooper contesta. ‘‘Temos a liberação provisória por um ano, renovável por mais um. Os técnicos americanos já fizeram as inspeções e tudo está pronto para entrar em operação’’, disse. Para a liberação do IAP, os crematórios precisam ter controle da poluição ambiental e hídrica.
Até o ano passado, apenas as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, São Leopoldo (RS) e Santos (SP) tinham crematórios municipais ou particulares. No Paraná, serão dois crematórios inaugurados este mês. O Crematório Vaticano (que tem 800 metros quadrados de área construída e 5 mil metros quadrados de terreno) e o Crematorium Metropolitan, em Pinhais, também na região metropolitana, que deverá ser lançado nos próximos dias.
‘‘Estamos esperando apenas a licença para a operação do IAP para fazermos a inauguração da primeira fase’’, afirmou Gelson Matzenbacher, do Metropolitan. A segunda fase de obras do crematório de Pinhais só deverá estar concluída em três meses. No total, serão 6 mil metros quadrados de terreno, com 600 metros de área construída e investimento total de R$ 1,5 milhão. A previsão é que sejam cremados cerca de 500 corpos por ano.