Paraná ganha 1ª escola de agroecologia
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sábado, 27 de agosto de 2005
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rosseto, e o governador Roberto Requião inauguraram ontem, na Lapa (71 KM a oeste de Curitiba), a Escola Latino Americana de Agroecologia, no assentamento agrícola Contestado. A criação da escola é uma iniciativa do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e tem o apoio dos governos federal e estadual e da Venezuela, além da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Para Rosseto, a iniciativa é de extrema importância, já que há uma carência de profissionais qualificados na área de agroecologia. ''O projeto de desenvolvimento para o País exige investimentos permanentes em processo de formação e qualificação e há uma enorme necessidade de profissionais técnicos na produção agroecológica'', declarou.
De acordo com o ministro, projetos semelhantes de qualificação profissional estão sendo desenvolvidos em todas as regiões do País em parceria com universidades federais, escolas técnicas e organizações não-governamentais (ONGs). A intenção, segundo Rosseto, é capacitar os agricultores familiares e assentados para ampliar a produção e, consequentemente, aumentar a renda, diminuir a dependência dos insumos e estimular a produção de bancos de sementes.
As atividades na escola da Lapa iniciam com uma turma de 100 alunos integrantes de diversas organizações camponesas da América Latina, que se formarão tecnólogos em agroecologia. O curso será realizado em regime de alternância, com 60 dias de tempo na escola e 90 na comunidade, e terá três anos de duração.
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário, a agroecologia já é praticada por mais de 50 mil agricultores familiares brasileiros.


