Curitiba O sonho de se tornar um bombeiro da Polícia Militar (PM) do Paraná pode ser concretizado também por mulheres. As primeiras 21 bombeiras do Paraná se formaram ontem e já estão aptas para as atividades profissionais depois de passarem por testes escritos e físicos. Outros 250 homens também participaram do Curso de Formação de Soldados para o Corpo de Bombeiros (CB) e fizeram as aulas nas sedes dos grupamentos de Curitiba, Ponta Grossa, Londrina, Cascavel, Maringá, São José dos Pinhais, Foz do Iguaçu e Paranaguá.
Camila Ludwig Dannemann Jorge, de 21 anos, é a única soldada casada do grupo de formandas. Feliz com a nova profissão, Camila quer ser socorrista e diz que irá batalhar para conseguir o que quer dentro da corporação. Vinda de uma família de policiais militares, Camila fez o concurso empolgada com a possibilidade de estar entre as primeiras mulheres do Corpo de Bombeiros. ''Eu fiz de tudo para passar no concurso. Depois, me esforcei ao máximo para conseguir passar nos exames físicos. Treinei muito porque já sabia que os exames iriam requerer muito da gente. Fizemos exatamente os mesmos exames físicos que os homens e passamos por competência'', ponderou ela.
A bombeira diz que nos nove meses de curso passou por estresses físico e psicológico. Principalmente por conta das cobranças dos oficiais e dos turnos de trabalho (das 8h às 17h30, além de ter que tirar serviços semanais e nos feriados). Outro problema que teve que enfrentar foi o preconceito. ''Muita gente dentro da corporação não aceita que uma mulher possa ser bombeira. Mas provamos que podemos''. Camila terá que ir trabalhar na Operação Verão como guarda-vidas. ''Sou recém-casada. Meu marido não gostou muito de ter que ficar longe de mim por um período. Mas agora tenho uma profissão'', disse ela, que é universitária e faz o curso de Educação Física.
A bombeira Danila Prado Falcão, de 20 anos, era a segunda mulher mais nova na turma que se formou ontem. Ela contou que não sonhava em ser bombeira. Entrou no concurso por acaso. Mas gostou do que acabou encontrando. ''Eu comecei por acaso, em busca de estabilidade no emprego. Não era o que pretendia fazer da vida. Mas acho que acertei'', disse ela. ''No começo foi difícil por causa do estresse no curso. Mas sei que estou entrando numa nova fase de vida. Estou feliz''.
Foram 1,2 mil horas de aula, distribuídas em 24 disciplinas. Entre elas estão as disciplinas de cunho jurídico, técnico profissional, salvamento, prevenção e combate a incêndios, socorro pré-hospitalar, de comunicação e condicionamento físico.

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