Paraná faz novo soro contra aranha marrom
A Secretaria Estadual da Saúde começará a distribuir, a partir do ano que vem, um novo tipo de soro para o tratamento das lesões causadas pela picada da aranha marrom. É o soro antiloxoscélico poli-específico que poderá ser usado contra o veneno dos três tipos da aranha encontrados no Paraná: intermedia, gaucha e laeta. O medicamento foi desenvolvido pelos biólogos do Centro de Pesquisa e Produção de Imunobiológicos do Paraná (CPPI) e já está na fase de produção.
O biólogo Emanuel Marques da Silva, responsável pelo projeto, explica que o soro antiloxoscélico poli-específico é mais eficaz porque é produzido com partículas de veneno dos três tipos de aranha amarrom. O atual, também desenvolvido pelo CPPI, é composto por apenas um tipo de veneno, o da aranha intermedia. O projeto do novo soro é pioneiro no Brasil. O trabalho é resultado de uma estratégia da Secretaria Estadual da Saúde que começou em 1996, com a produção do primeiro soro antiloxoscélico.
Pesquisas realizadas no Estado mostram que os acidentes com aranha marrom ocorrem em todas as regiões, embora o maior número se concentre em Curitiba. Só no ano passado, no Paraná, foram registrados 2.323 casos confirmados de picada de aranha marrom. Em Curitiba foram 1.902 ocorrências, cerca de 82% do total.
Atualmente, está em andamento um trabalho de orientação para informar as pessoas sobre os hábitos da aranha marrom. Os técnicos percorrem bairros, sítios e fazendas em todo o Estado. Além de orientar a população, eles fazem também coletas dos animais, que serão usadas na fabricação do soro.





