Curitiba De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe), o Paraná está na rota das grandes tempestades e a região Oeste tem uma das maiores concentrações de raios do Brasil. Cerca de 1,2 milhão de raios desabam nos 199,3 milhões de quilômetros quadrados de terras paranaenses todos os anos. Um dos centros que monitoram os raios no Estado é o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar). Em tempo real, através da Internet, é possível verificar as áreas que estarão sendo atingidas por raios nas próximas horas. Os equipamentos para detecção do Estado cobrem uma distância de até 600 quilômetros.
O Simepar já conseguiu verificar que o Estado tem um grande triângulo de raios, tendo em seus vértices as cidades de Cascavel, Maringá e Guarapuava. A média de descargas neste lugar é de 10 raios por quilômetro quadrado. Quase o dobro de todo Paraná, calculado em seis raios por quilômetro quadrado. Basicamente, as ocorrências no ''triângulo dos raios'' são provocadas pelas entradas das frentes frias vindas da Argentina, sempre muito carregadas de energia. ''Existem ainda outras áreas como o Vale da Ribeira e a região de Telêmaco Borba. Geralmente estes raios são vistos com mais frequência nas áreas rurais'', informou a meteorologista do Simepar, Sheila Paz.
Os prejuízos anuais provocados por raios no Paraná, segundo o Inpe, chegam a ordem de R$ 20 milhões. Os danos maiores estão nas redes elétricas, principalmente nas linhas de transmissão, que passam por localidades com grande adensamento de descargas. O oeste do Paraná chega a ter 70 dias por ano de tempestades e na região metropolitana de Curitiba esse índice atinge a marca de 60 dias anuais, grande parte no período de verão e primavera.(L.P.)

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