Paraná em alerta máximo para incêndios
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quinta-feira, 17 de julho de 2008
Marcela Rocha Mendes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Defesa Civil do Paraná aponta o risco máximo para incêndios florestais em todo o Estado. O motivo é a baixa umidade do ar após 23 dias sem chuvas e índices de até 26% de umidade relativa nesta semana - a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera preocupantes índices abaixo de 30%.
Segundo o major Osni José Bortolini, Chefe da Divisão de Defesa Civil, o clima atual traz risco de incêndio florestal elevado, mas qualquer foco, na cidade ou em lavouras, pode ser iniciado a partir de uma simples fagulha, e se espalhar rapidamente.
De acordo com Bortolini, no ano passado o mês de junho apresentou o maior número de incêndios no Paraná. Neste ano, é o mês de julho que vem registrando os maiores índices, já com algumas ocorrências de menor proporção no Estado. ''Já estamos iniciando as campanhas de conscientização para que a população evite práticas de risco. E o Corpo de Bombeiros está com a equipe preparada para atender qualquer chamado, trabalhando com reforços e escalas extras'', conta.
Segundo a meteorologista do Instituto Tecnológico Simepar, Beatriz Porto, não deve chover antes de terça ou quarta-feira da próxima semana. ''Mesmo que uma frente fria chegue ao Estado, ela não terá muita força e deve provocar pouca chuva'', explica. As temperaturas devem subir 1øC ou 2øC nos próximos dias. Por causa do tempo seco, as temperaturas chegam perto dos 30øC durante a tarde, principalmente nas regiões Oeste e Noroeste do Paraná.
Segundo a médica alergista e imunologista Loraine Farias Landgraf já é possível perceber o aumento de casos de doenças respiratórias como faringites, laringites e sinusites ou tosses e conjuntivite alérgica. Ela recomenda beber muito líquido, especialmente as crianças, e o uso de umidificadores do ar ou mesmo toalhas úmidas e bacias com água nos quartos.


