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Londrina

Cidades

m de leitura Atualizado em 01/06/2022, 16:42

Paraná é o terceiro estado com mais casos de dengue com 'sinais de alarme'

Até o momento são 1.265 casos da doença com sinal de alarme e 38 mortes; um óbito foi confirmado em Jataizinho e outro em Primeiro de Maio

PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 01 de junho de 2022

Micaela Orikasa - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

Foto: Pedro Ribas/Arquivo AEN
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O cenário preocupante da dengue no Paraná vem se confirmando a cada atualização do boletim epidemiológico da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde). No informe desta terça-feira (31), o Paraná aparece como o terceiro estado com maior número de casos DSA (Dengue com Sinais de Alarme), com 1.265 registros, ficando atrás somente de Goiás (2.972) e São Paulo (1.359). A doença pode ser classificada como Dengue; Dengue com sinais de alarme; Dengue grave e óbito. De Dengue grave, são 75 casos até o momento. 

O número de mortes provocadas pela doença também vem subindo a cada semana. Desde o início do período epidemiológico, em 1º de agosto de 2021, já foram 38 óbitos, sendo que seis foram confirmados neste último informe. As mortes ocorreram entre os dias 15 de abril e 19 de maio de 2022. 

As vítimas residiam em Foz do Iguaçu (Oeste), Cascavel, também no Oeste (2), Maringá (Noroeste), Jataizinho e Primeiro de Maio, ambos na Região Metropolitana de Londrina. São quatro mulheres e dois homens entre 62 e 95 anos. De acordo com o levantamento, na 17ª RS (Regional de Saúde), composta por Londrina e outros 20 municípios, são quatro mortes confirmadas até o momento: duas em Londrina e uma em Jataizinho e Primeiro de Maio.  

EM JATAIZINHO

Segundo a secretária de Saúde em Jataizinho, Veronica Sanchez Gomes, a morte por dengue ocorreu no dia 18 de abril e a vítima era um homem de 87 anos. No boletim divulgado pelo município, o número de notificações e casos confirmados vem subindo a cada semana. Já são 138 notificações e 18 confirmados.  

“De uma semana para outra estamos tendo um aumento considerável e isso se deve a alguns fatores, como termos um rio muito próximo, que acaba gerando criadouros em seu entorno; uma população que transita muitos em outros municípios como em Ibiporã e Londrina, além da questão cultural quanto aos cuidados com o quintal”, afirma.  

Para evitar uma epidemia no município, Gomes destaca que um comitê intersetorial de combate à dengue foi instituído através do decreto 014/2022, envolvendo todos os setores da administração municipal e sociedade civil organizada. “Fizemos um calendário de Bota Fora, onde os servidores trabalham na conscientização de toda a população, fazem a entrega de sacos plásticos e coletam os materiais inservíveis. Também nos organizamos em relação ao fluxo de coleta, de hidratação e atendimento ao público nas três unidades básicas de saúde e no pronto atendimento", diz. 

Servidores da Prefeitura de Jataizinho realizam trabalho de conscientização junto à população Servidores da Prefeitura de Jataizinho realizam trabalho de conscientização junto à população
Servidores da Prefeitura de Jataizinho realizam trabalho de conscientização junto à população |  Foto: Divulgação/Secretaria de Saúde de Jataizinho
 

17ª RS

O total de notificações na 17ª RS saltou de 18.050 para 21.387 notificações, em comparação ao boletim da semana anterior, e as confirmações da doença subiram de 1.090 para 1.579 casos. Destes, 188 são de dengue com sinais de alarme. Em Primeiro de Maio, o aumento de notificações aumentou em 57% de uma semana para outra, conforme os números da Sesa. Já são 898 suspeitas da doença e 22 confirmações, além de um óbito.   

NO PARANÁ

Em todo o Paraná, já são 79.252 confirmações da doença e 127.466 casos prováveis. Dos 382 municípios que registraram notificações de dengue, 340 confirmaram a doença, sendo que em 304 deles há casos autóctones, ou seja, a dengue foi contraída no município de residência dos pacientes. 

Uma reunião da Secretaria de Estado da Saúde na terça (31), em Curitiba, reuniu representantes do Comitê Gestor Intersetorial para o Controle da Dengue para alinhamento das ações de mobilização e vigilância permanente para o controle do mosquito Aedes aegypti. 

“Estamos monitorando todos os municípios, principalmente as áreas com maior incidência. Chegamos no momento em que, pelas temperaturas mais baixas, a tendência é de diminuição dos casos e da transmissão da dengue. Ainda assim, é imprescindível fortalecer as ações de enfrentamento neste momento”, disse a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes. 

A Seti (Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior), reforçou o apoio dos grupos de pesquisa de universidades estaduais, com a disponibilização de drones para locais de difícil acesso, armadilhas, vídeos institucionais sobre a doença e prevenção, entre outras experiências para conter o avanço da dengue no Estado. 

SINTOMAS

Os principais sintomas da dengue são febre alta (acima de 38.5ºC), dores musculares intensas, dor ao movimentar os olhos, mal estar, falta de apetite, for de cabeça e manchas vermelhas no corpo. No entanto, a infecção por dengue pode ser assintomática (sem sintomas), leve ou grave. Neste último caso pode levar até a morte.

Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, além de prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns. Em alguns casos também apresenta manchas vermelhas na pele.

A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes e sangramento de mucosas. Ao apresentar os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento adequados. (Com Sesa)

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