Paraná é o quarto em produção de lixo eletrônico
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quarta-feira, 13 de julho de 2016
Simoni Saris<br>Reportagem Local 

O crescimento populacional, o aumento da industrialização e o avanço da tecnologia associados ao consumismo fazem o volume de lixo eletroeletrônico crescer aceleradamente, mas o atraso no processo de definição da logística reversa do setor dificulta a destinação adequada. Os números assustam. No Brasil, 1,4 milhão de toneladas de resíduos eletrônicos foram gerados em 2015 e o Paraná ocupa a quarta colocação na produção desse tipo de lixo, com cerca de 86,8 mil toneladas produzidas no ano passado. O Estado fica atrás apenas de São Paulo (448 mil t), Rio de Janeiro (165,2 mil t) e Minas Gerais (127,4 mil t).
Os dados são estimados pela Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluentes (Abetre), que fez um levantamento com base em números da Organização das Nações Unidas e do IBGE. Segundo a ONU, entre 60% e 90% dos resíduos descartados são comercializados ilegalmente ou jogados no lixo comum.
A lei federal 12.305/10, que estabelece a Política Nacional de Resíduos Sólidos, institui a logística reversa - conjunto de ações para viabilizar a coleta e restituição dos resíduos sólidos aos fabricantes para que estes deem destinação ambientalmente adequada aos produtos. No entanto, ainda são bem poucos os setores industriais que já se adequaram.
A legislação determina o regulamento, o acordo setorial e o termo de compromisso como instrumentos para a implantação da logística reversa. No Paraná, além de agrotóxicos e pneus, cujo os acordos são anteriores à lei 12.305/10, apenas o acordo para embalagens de óleo lubrificante está consolidado e as discussões com os fabricantes de lâmpadas e pilhas e baterias estão mais avançadas. "O grande problema é o custo. Qualquer coisa que o fabricante tenha que fazer depois que vendeu o produto vai aumentar o custo e tem que colocar esse aumento no preço final", disse o coordenador de Resíduos Sólidos da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema), Vinicio Bruni.
Ele defende a busca do "equilíbrio dos planos" como o caminho ideal para que a logística reversa aconteça de maneira adequada. "A solução de um problema no plano ambiental não significa não criar outro problema no plano econômico ou social, por exemplo." Bruni afirma ainda que a solução para a questão dos resíduos também passa pela educação e conscientização da população sobre a importância do consumo consciente. (Leia mais na pág.2)


