Paraná deve reduzir fila de obesos até 2009
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segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Betânia Rodrigues<BR>Equipe da Folha 
Londrina - A fila de espera dos candidatos à cirurgia bariátrica (redução de estômago) pelo Sistema Único de Saúde (SUS), no Paraná, deve se extinguir, até o final de 2009. Pelo menos, daqueles pacientes que já iniciaram a triagem. Essa é a expectativa da Secretaria de Estado da Saúde, que propôs ao governo federal o credenciamento de 12 hospitais, além dos cinco já autorizados. A idéia é descentralizar o serviço pelo Estado e, assim, desafogar os outros estabelecimentos.
Para isso, o Paraná sugeriu -entre outras alterações- a redução do número mínimo de cirurgias bariátricas por hospital. Em vez de 96 por ano, a exigência passaria a 48 ao ano. "O Ministério da Saúde entende que os credenciados poderiam absorver a demanda, considerando a experiência e estrutura em funcionamento. Dizem que seria uma economia de escala, mas nós pensamos diferente. Com mais unidades à disposição acreditamos que a produção será maior e, consequentemente, o atendimento aos pacientes será mais ágil. No ritmo atual, levaríamos, no mínimo, dois anos para acabar com a fila de espera, sem contar a entrada de novos pacientes", disse o superintendente de gestão em saúde da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, Irvando Carulla.
Atualmente, mais de 700 cirurgias bariátricas são realizadas, por ano, no Paraná, pelo Hospital Angelina Caron, de Campina Grande do Sul, Região Metropolitana de Curitiba; Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR); Santa Casa de Curitiba; e os hospitais universitários de Londrina e Maringá. Porém, a maioria delas se concentra na Capital e adjacências. Os hospitais-escola de Londrina e Maringá, por enquanto, não atingem o mínimo exigido. "É compreensível que a tarefa de ensinar limite o índice de produtividade. Contudo, a ampliação da rede de serviço nos possibilitará fiscalizar o cumprimento das portarias e até descredenciar os estabelecimentos em desacordo", explicou Carulla.
Segundo o diretor-superintendente do HU de Londrina, Francisco Eugênio Alves de Souza, a posição de referência para intervenções de alta complexidade limita a quantidade de leitos de UTI destinados à cirurgia bariátrica. A construção de uma nova UTI, ainda em projeto, é a aposta de Souza para reduzir a espera dos obesos. "Serão 10 leitos destinados exclusivamente às cirurgias eletivas, que incluem a bariátrica".
Há uma semana, a Associação dos Obesos de Londrina (Obesolon) esteve na Câmara Municipal cobrando uma resposta dos vereadores quanto ao pedido de credenciamento do Hospital Evangélico. A entidade reúne 150 candidatos à cirurgia, mas na região este número chega perto de 900, incluindo aqueles que ainda não iniciaram a triagem nos hospitais.
A reportagem tentou repercutir o assunto com o Hospital Evangélico e a Santa Casa, mas não obteve retorno dos respectivos administradores.


