Terminou ontem em Londrina a 5 Conferência Estadual de Saúde do Paraná, que reuniu 825 delegados, entre gestores, servidores e usuários da saúde pública de todos os municípios do Estado. A grande maioria das 546 propostas discutidas foi aprovada e será levada à Secretaria de Estado da Saúde e à 13 Conferência Nacional de Saúde, que acontece em novembro em Brasília.
Dentre os 14 eixos que nortearam as discussões, um dos destaques foi a questão da assistência farmacêutica. Uma das principais propostas sugere que o Ministério da Saúde aumente os valores dos recursos destinados à estruturação da Assistência Farmacêutica dos municípios, que hoje é de R$ 6 milhões anuais para mais de 5 mil cidades, uma proporção inferior a R$ 0,03 por habitante. De acordo com a proposta, seria estabelecido um teto mínimo de R$ 1,50 por habitante.
Participantes criticaram a organização do evento, reclamando das filas e não-cumprimento de horários, entre outros. ''Faltou avaliar melhor a viabilidade dessas propostas, e se as propostas da conferência passada foram atendidas. Se não foram atendidas, quem garante que estas serão?'', questionou Alessandro Albini, secretário de Saúde de Bocaiúva do Sul. A coordenadora da conferência e representante do segmento de Trabalhadores, Rosani Bendo, reconheceu que houve problemas na infra-estrutura, mas ressaltou que todas as propostas puderam ser discutidas, e agora devem ser fiscalizadas pelo conselho estadual para que sejam efetivadas no prazo de dois anos.(Colaborou Adriana Ito)

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