Paraná concentra apreensões de cigarros
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quarta-feira, 01 de abril de 2009
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Mais da metade do volume de cigarros contrabandeados apreendidos no Brasil, no primeiro trimestre deste ano, foi resultado de operações realizadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Paraná. A quantidade apreendida nos três primeiros meses de 2009 no Estado -mais de 2 milhões de maços- é quase 16% maior que a registrada no ano passado: sinal de que mais cigarros falsificados estão entrando pela fronteira paranaense e de que a PRF aumentou o cerco aos contrabandistas.
Os dados da PRF foram divulgados ontem. A avaliação do Núcleo de Comunicação da PRF no Paraná é de que o aumento dos impostos sobre o cigarro no Brasil teve influência no aumento do contrabando, mas o fator principal teria sido o reforço nas fiscalizações com mais policiais atuando em pontos estratégicos, permitindo que mais veículos sejam parados e vistoriados.
O Paraná é a principal rota de entrada de contrabando de cigarros pela proximidade e maior facilidade de acesso ao Paraguai, de onde o produto é originário. No entanto, a PRF acredita que o rigor na fiscalização no Estado tem provocado a ''fuga'' para outros pontos. No primeiro semestre deste ano, o Rio Grande do Sul passou a ser o segundo estado em volume de apreensões (32% do total do País), desbancando São Paulo, que no mesmo período de 2008 havia concentrado 15% do volume apreendido.
Somente no último domingo, a PRF do Paraná apreendeu 246,5 mil maços de cigarros contrabandeados, em fiscalizações realizadas em Guaraniaçu (68 km a leste de Cascavel) e Guaíra (158 km ao norte de Cascavel). Na primeira, a carga estava escondida em um caminhão Mercedes Benz, do município de Mogi Mirim (SP). Em Guaíra, a carga de cigarros estava estocada em um depósito.
Além da questão da ilegalidade (contrabando e evasão de divisas), a preocupação é com a saúde pública. A PRF lembrou que o cigarro falsificado é ainda mais prejudicial aos tabagistas. Pesquisa recente da Universidade Federal do Paraná (UFPR) apontou a presença, inclusive, de agrotóxico de uso proibido no Brasil, há anos: o BHC.


