A Intranet-Paraná - rede implantada no Estado para a transmissão de dados, voz e imagens - foi ampliada ontem com a inauguração de seu 23º núcleo, que passou a funcionar na sede do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), na Cidade Industrial de Curitiba. O novo núcleo faz parte do centro de operações da Intranet e atenderá os demais 22 núcleos telemáticos instalados no Paraná. Até agora, cerca de R$ 10 milhões foram aplicados no projeto, que prevê investimento total de R$ 50 milhões em quatro anos.
Segundo o coordenador da Intranet-Paraná, José Henrique Ferreira, a estrutura que está em fase de implantação tem capacidade para atender 150 núcleos telemáticos que devem estar instalados até o final de 1999. ‘‘Hoje, todas as instituições de ensino e pesquisa do Estado contam com núcleos instalados’’, disse. Os núcleos funcionam como centros de operação da rede, possibilitando o acesso fácil e rápido à Internet e aos bancos de dados dos centros de pesquisa de todo o mundo. Cerca de 50 mil estudantes e 10 mil professores são beneficiados.
O objetivo da Intranet-Paraná é incorporar novas tecnologias em rede de computadores e na área de telecomunicações. O infra-estrutura de comunicação em rede possibilita transmitir voz, dados e imagens com maior rapidez e abrangência. Atualmente, os usuários da Internet no Brasil têm acesso à rede via Embratel ou através da Rede Nacional de Pesquisas (RNP). O sistema implantado no Paraná é uma estrutura própria do Estado de acesso à Internet. ‘‘A Intranet pode ser usada por todas as instituições públicas e privadas interessadas em participar de projetos tecnológicos, programas de cooperação e de ensino à distância, que devem ser colocados em prática no início do próximo ano’’, disse Ferreira.
Ampliação - A Intranet - projeto desenvolvido pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior - deve ser expandida para outras áreas, como a da saúde, para beneficiar a população atendida pelos hospitais universitários públicos. A meta é interligar as instituições com postos de saúde e ambulâncias, acelerando assim os atendimentos de emergência.
Os médicos do Hospital da Universidade Estadual de Londrina (UEL), por exemplo, podem se comunicar com hospitais do país e do mundo para buscar soluções que ajudem a aperfeiçoar o atendimento.

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