Paraná ainda possui 214 lixões
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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina - A Lei nº 12.305/10, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), prevê a adequação dos municípios na gestão e tratamento dos resíduos sólidos até agosto. No entanto, de acordo com o coordenador de Resíduos Sólidos da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Laerty Dudas, dos 399 municípios, 214 ainda possuem lixões. "O cidadão de municípios pequenos gera entre 300 gramas e 500 gramas de lixo por dia, mas em grandes centros esse volume pode chegar a 1 kg", alertou.
O coordenador explicou que a Política de Resíduos Sólidos do Paraná está de acordo com os parâmetros estabelecidos pela PNRS e visa, principalmente, a eliminação de 100% dos lixões e a redução de 30% dos resíduos gerados. Dudas destacou que o Paraná produz diariamente 20 mil toneladas de resíduos de todas as origens. "Resíduos não são rejeitos. Boa parte dele pode ser reaproveitada", ressaltou.
Segundo o coordenador, cabe aos municípios se unirem para a redução dos custos operacionais. Com isso será possível dar uma destinação correta a esse material, para que ele possa voltar à cadeia produtiva. "Os municípios podem até criar uma indústria de aproveitamento local que pode ajudar a gerar renda e empregos na região", sugeriu.
Dudas afirmou que não possui um levantamento de quantos municípios estão no caminho certo para erradicar os lixões. "O que mudou de 2013 para 2014 é que os municípios finalmente se conscientizaram da necessidade de se unirem para acabar com esse lixões. Eu não posso dizer quantos consórcios estão sendo criados, mas todas as regiões do Estado estão se unindo", garantiu.
Questionado se algum município terá dificuldades de cumprir a lei, ele se mostrou otimista. "Eles estão se unindo; espero que consigam. A solução é municipal. O Estado não pode forçar o município a nada, mas todos eles precisam cumprir a lei."
O coordenador destacou que problemas políticos têm dificultado a integração, mas não vê solução diferente dos consórcios intermunicipais. Ele destacou que operacionalmente a união dos municípios faz muito mais sentido. "Se cada município tiver seu aterro sanitário, será necessário comprar um trator para cada um deles. Se eles se unirem em grupos de dez cidades, só será necessário comprar um para atender os dez municípios. Na Região Metropolitana de Curitiba eles se uniram em 21 municípios", exemplificou.
Sobre a política de logística reversa, ele afirmou que aos poucos ela vem sendo implantada no Estado, mas que algumas indústrias e importadoras, como as de lâmpadas, têm resistido em aderir a um acordo. Por outro lado, citou o caso dos revendedores de defensivos agrícolas. "Eles começaram a se unir em 1981 e hoje são exemplo na logística reversa, coletando as embalagens."


