Paraná adota tecnologia de alongamento ósseo
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quarta-feira, 01 de abril de 2009
Carolina Gabardo Belo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O Paraná é um dos primeiros estados brasileiros a adotar uma tecnologia que atende pacientes com problemas ósseos decorrentes de traumas, encurtamentos congênitos ou estéticos. A Haste Intramedular Expansível, também conhecida por ISKD, promove o alongamento ósseo com a realização de procedimentos pouco invasivos e de rápido período de recuperação, mas é indicada apenas a casos específicos.
A ISKD é uma alternativa ao tratamento convencional de alongamento ósseo. Os procedimentos tradicionais utilizam pinos dispostos para fora da perna do paciente, que causam grandes cicatrizes e dores. Criada pela empresa italiana Orthofix, com sede nos Estados Unidos, a tecnologia chegou ao Brasil há mais de um ano e segue todas as determinações da Agência Nacional de Saúde (Anvisa). ''As cicatrizes são menores, a reabilitação é mais fácil e não há complicações'', garante o ortopedista Richard Luzzi, do Grupo do Trauma Ortopédico do Hospital Universitário Cajuru (HUC).
A colocação da haste ocorre por um pequeno orifício de aproximadamente 1,5 centímetro. O material é acomodado dentro do osso e movimentos realizados pelos pacientes - monitorados por meio de leitura de um campo magnético presente no aparelho - ativam o alongamento da haste. O crescimento de cada dispositivo varia entre 50 e 80 milímetros e demora entre 60 e 80 dias. Caso o alongamento necessário seja maior que 8 centímetros, são realizados ciclos de alongamento.
O limite para o alongamento é definido proporcionalmente ao tamanho do tronco e membros do paciente. Os ossos mais comuns para a realização do procedimento são a tíbia e o fêmur.
Luzzi afirma que a recuperação é rápida, em alguns casos os pacientes voltam a caminhar ainda no período pós-operatório. E ressalta que o alongamento da haste é irreversível. ''Uma vez alongada, a haste não retrai'', explica. Por isso, a escolha dos pacientes que passam pelo procedimento é muito minuciosa e as indicações muito específicas. Entre os grupos que não devem participar da cirurgia de ISKD são crianças, diabéticos e fumantes.


