Paralisada reforma de escola
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quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Adriana Ito<br>Equipe da Folha 
Londrina - Os cerca de 20 operários que trabalham na reforma da Escola Municipal Leônidas Porto Sobrinho, no Jardim Leonor (Zona Oeste), paralisaram as atividades esta semana, e não pretendem voltar à obra. Com o salário atrasado há quase 50 dias, eles querem apenas receber pelos dias trabalhados. Segundo o mestre-de-obras Alziro Guerber, o último prazo para a conclusão foi estipulado para 12 de outubro. Mas, no estágio atual das obras, para terminar tudo iria até dezembro, calculou.
Esse entrave agrava ainda mais o problema da falta de espaço enfrentado há um ano e meio por professores, funcionários e alunos. A reportagem da FOLHA já havia relatado as más condições em abril. De lá para cá, a situação parece ter apenas se agravado. Com a chuva do último final de semana, a água acumulou-se sobre a laje e alagou uma sala de aula, parte do corredor e os banheiros.
Dos 500 alunos, cerca de 350 vão até à escola, mas não têm aulas lá. De lá, eles vão de ônibus até as escolas Maria Teresa Amâncio e Leonor Maestri de Held.
Vamos fazer a rescisão, mas não tem data definida, limitou-se a comentar um representante da construtora JPR, que esteve no local ontem, conversando com os operários.
O secretário de Obras do município, Aloysio de Freitas, informou que o contrato com a construtora venceu no último dia 12, e que no dia seguinte a empresa foi notificada de que teria apenas mais 30 dias para concluir a reforma. Se não cumprir, pode receber multa diária de 0,1% do valor da obra. Também poderemos rescindir o contrato e licitar a parte que falta.


