Paralisação também atinge Cascavel
Paulo Pegoraro
De Cascavel
Em Cascavel, onde a Limptec era a responsável pelo serviço de limpeza e higienização em estabelecimentos estaduais de saúde e escritórios da Copel, os funcionários iniciaram greve ontem. O porta-voz e assessor jurídico da empresa, Carlos Paixão, informou àFolha que a Limptec está insolvente, mas tenta garantir o pagamento através de autorização para que sindicatos dos zeladores recebam os salários diretamente junto ao Estado, onde a Limptec teria créditos a ser liberados nos próximos dias.
Segundo Paixão, a Limptec acumulou dívidas em função de comprometimentos com juros bancários e voracidade da fiscalização do Ministério do Trabalho, entre outros problemas. O assessor não informou o total de débitos da empresa com seus funcionários, mas disse que eles passam a ser desligados paulatinamente.
Em Cascavel e região, as zeladoras paralisaram atividades às 14 horas, alegando não ter recebido salários de dezembro e também o 13º salário. Cem zeladoras cruzaram os braços, e, destas, sessenta são de Cascavel, das quais dezenove trabalham no Hospital Regional de Cascavel (HRC). As chefias da Limptec e do HRC disseram ter tomado conhecimento da greve só após serem procuradas pela Folha.
Todos sabiam que isso iria ocorrer a qualquer momento, disse Marlene Gomes de Oliveira, presidente do Siemaco. Cansamos de clamar pelos salários e decidimos iniciar o movimento porque não tínhamos respostas da empresa, comentou ela, acrescentando que a paralisação é por tempo indeterminado.
O diretor-administrativo interino do HRC, médico Pedro Jorge de Oliveira, disse que iria se inteirar da situação e transmitir informações à Secretaria Estadual de Saúde, para as providências cabíveis. Ele adiantou que a secretaria está em dia com seus compromissos com a empresa contratada. Segundo o diretor, a limpeza do HRC seria assumida emergencialmente por funcionários próprios, embora já fosse previsível uma sobrecarga de trabalho.
Em Cascavel, as zeladoras preferiram não fazer piquete para evitar tumulto e parte delas concentrou-se na sede do sindicato outras, permaneceram em casa. Elas têm salário médio de R$ 250,00 e alegam que em suas casas já falta dinheiro até para a alimentação e outras necessidades básicas. Em alguns casos, os salários não estariam sendo pagos pela empresa há 3 meses.





