Os funcionários técnico-administrativos do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em greve desde o dia 10 de maio, fizeram ontem 10 minutos de protesto no setor de pronto-atendimento, que recebe apenas os casos de urgência e emergência. ‘‘Esta é apenas uma paralisação simbólica, para que a população se lembre que estamos em greve e lutando pelos nossos direitos’’, afirmou Antonio Neres de Souza, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Terceiro Grau de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral. Durante o pequeno período de paralisação, nenhum paciente procurou atendimento.
Ontem, o Hospital de Clínicas realizou o internamento de 276 pacientes. Em dias normais, são 630 internamentos. No pronto-atendimento, são atendidos apenas 50 pacientes por dia, enquanto em plena capacidade os atendimentos chegam a 800. ‘‘Não podemos ser irresponsáveis. Temos apenas 40% dos funcionários em atividade e temos que fazer os atendimentos com cautela. Beneficiamos as especialidades só fornecidas pelo hospital e as emergências’’, disse Souza. Dos 3,5 mil funcionários do Hospital de Clínicas, cerca de 2 mil estão em greve.
Os servidores técnico-administrativos querem a reposição das perdas salariais do governo Fernando Henrique Cardoso, que chegam a 63,81%. Eles querem ainda a volta de benefícios como adicional anual por tempo de serviço. ‘‘Nós não estamos em greve contra a população. Não voltaremos ao trabalho apenas com a garantia de que não teremos as faltas descontadas’’, argumentou Souza, ao dizer que os servidores esperam que o governo federal edite no dia 29 uma medida provisória dando uma gratificação para a categoria.

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