Paralisação pode voltar a acontecer
Paralisação pode voltar a acontecer
Mesmo com a administração de uma organização social, o Setor de Informática da Prefeitura de Curitiba sofreu uma pane no sistema na última sexta-feira por causa de um vírus não identificado pelas mais de 30 redes municipais interligadas. Diversos arquivos das secretarias e da prefeitura foram perdidos. O Departamento de Comunicação Social também foi afetado. O serviço de encaminhamento de matérias para as redações de jornais que circulam na cidade atrasou em mais de uma hora.
Segundo o presidente do Instituto Curitiba de Informática (ICI), Luiz Alberto Matzenbacher, a rede de comunicação implantada no município é moderna e está interligada entre as diversas secretarias. Mais de duas mil pessoas trabalham diariamente na Internet, o que torna normal a aparição de novos vírus, justificou ele.
A partir do ano que vem, deverá estar em funcionamento um programa de cópia de arquivos on line, que permitirá que todos os documentos importantes fiquem arquivados fora do sistema. Com a cópia dos arquivos, mesmo que apareçam novos vírus, estaremos preparados para reimplantar no sistema tudo o que foi perdido, contou.
Para se defender dos novos vírus, Matzenbacher disse que a entidade está tentando se modernizar, na conquista de antivírus atualizados. Já estamos equacionando o problema, mas não podemos garantir que isto não irá se repetir, disse ele.
No início da semana, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Curitiba negou que o vírus tivesse atingido as demais secretarias municipais. A explicação era a de que o vírus teria danificado apenas o sistema de transmissão de dados através da BBS. O analista de sistemas e suporte da prefeitura, Fabrício Zanini, disse que os técnicos demoraram mais de quatro horas para atualizar o sistema e que os arquivos não foram perdidos porque foram feitas cópias de segurança. Na realidade, apenas tivemos o trabalho de recopiar tudo para o sistema, disse.
Segundo o analista de sistemas, para evitar que novos vírus não identificados entrem no sistema de transmissão seria necessária a contratação de uma pessoa que pesquisasse o lançamento de novos vírus no mercado, atualizando o antivírus. Tenho a certeza que a contratação dessa pessoa garantiria segurança aos equipamentos da prefeitura, disse Zanini.
Um funcionário que trabalhasse nesta área custaria cerca de R$ 3 mil por mês aos cofres públicos. Sabemos que os recursos municipais são escassos, mas a perda da informação pode sair bem mais cara aos cofres públicos do que a contratação de mais um funcionário, garantiu. (L.P.)





