Os servidores municipais de Londrina devem parar hoje em protesto contra o impasse nas negociações salariais. A manifestação será em frente a Prefeitura, a partir das 7 horas. Apesar do Executivo afirmar que nenhum serviço será paralisado totalmente, algumas escolas já avisaram os alunos ontem que não haveria aula hoje. A maior preocupação, entretanto, é com o setor de saúde.
Ontem, a secretaria de Saúde enviou ofícios a todos as Unidades Básicas de Saúde (UBS), alertando que o atendimento de emergência deve ser preservado. ''Respeitamos a paralisação mas não vamos ameaçar a vida de ninguém. Os funcionários serão responsabilizados caso deixem de atender alguém'', afirmou o secretário de Administração, Adilson Kemotsu.
''Em cada unidade deve haver um responsável para assistência aos pacientes de emergência e os prontos-atendimentos, maternidade e postos do Leonor, União da Vitória e Maria Cecília não podem ter o atendimento prejudicado'', completou a Margareth Shimiti, diretora executiva da secretaria de Saúde.
Contudo, não há garantia que os demais atendimentos, como consultas e agendamentos, entre outros, funcione normalmente em todos postos. Uma equipe da secretaria deve monitorar o atendimento em toda a rede durante a paralisação. ''O setor de saúde é um dos mais mobilizados'', afirmou a presidente do Sindicato dos Servidores (Sindserv), Marlene Valadão Godoi.
Nas escolas, a orientação da secretaria foi que os alunos fossem avisados com antecedência em caso de adesão ao movimento. Na escola Nara Manella, no conjunto Semiramis Braga (Zona Norte), por exemplo, os alunos foram avisados. ''Como a maioria decidiu participar, achamos por bem interromper as aulas para todos, para não prejudicar ninguém'', afirmou a diretora Lueli Silvana Takeushi.
Nos setores tercerizados ou tocados por convênios, como coleta de lixo, creches e demais entidades, as atividades serão normais.
O objetivo da paralisação é pressionar o Executivo a apresentar proposta de reajuste salarial. Os servidores reivindicam 14,88%. ''Esperamos um número grande de participantes amanhã (hoje) mesmo sob chuva'', afirmou a presidente do Sindiserv.
O Executivo rebate que não é possível conceder o aumento. ''Não existe justificativa para isso. No ano passado foi dado 15%, em janeiro mais 10% e implementamos o PCCS (Plano de Cargos, Carreiras e Salários). Não sei o que mais o sindicato quer'', rebateu o secretário de Governo, Adalberto Pereira.

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