A greve dos professores e funcionários da Universidade Estadual de Londrina (UEL) completa hoje 30 dias. O governo estadual, segundo o comando de greve, não apresentou proposta concreta de reajuste salarial. Uma avaliação do movimento será feita hoje, às 9 horas, em uma assembléia no Teatro Ouro Verde.
Na semana passada os professores já haviam decidido pela continuidade do movimento. Os servidores deixaram a decisão para hoje, mas segundo a presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde (Sinsaúde), Ana Maria Cruz, a possível volta ao trabalho não faz parte da pauta da reunião.
O professor Kennedy Piau, que integra a comissão de ética do comando de greve, disse que o movimento mantém a sugestão de supender o calendário letivo desse ano, bem como a não realização do vestibular de janeiro de 2002. Ele explica que sem o pagamento dos dias parados não haverá a reposição das aulas. Com isso, o ano letivo poderá se perder pelo não-cumprimento da carga horária. A realização do vestibular fica comprometida pois se houver repetição do ano letivo, a Universidade, como avalia, ''não possui estrutura física para manter duas turmas de primeiro ano''.
Na semana passada, o Tribunal de Justiça (TJ) decidiu por arquivar o mandado de segurança do pessoal da UEL que pedia a suspensão dos descontos dos dias parados. A justificativa do desembargador Sidney Zappa, responsável pela decisão, era de que não havia uma legislação complementar que garanta o direito de greve do funcionalismo público.
Uma audiência pública se realizará na quinta-feira para sensibilizar a sociedade sobre a situação da UEL. A reunião, segundo o presidente da Câmara de Vereadores, Tercílio Turini (PSDB), foi convocada pelos vereadores, em conjunto com a universidade, a prefeitura e os sindicatos das categorias da UEL. Além da sensibilização, as entidades esperam o apoio da comunidade. ''A região tem uma grande força política que precisa ser usada para cobrar do governo uma solução para o problema da universidade'', destacou.
A Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) também ofereceu um espaço para que o pessoal da universidade explique os motivos da greve. A reunião com o empresariado deve ocorrer amanhã.

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