Osmani Costa
O primeiro dia de greve dos vigilantes foi apenas parcial e sem incidentes em Londrina, ontem. Das três empresas que atuam no setor - Proforte, Prosegur e TGV -, apenas esta última teve seus trabalhos prejudicados pela paralisação de cerca de 90% de seus 30 funcionários.
A adesão à greve estadual da categoria havia sido aprovada pelos vigilantes de Londrina durante assembléia realizada na última sexta-feira. A categoria reinvindica, entre outros itens, 13% de reajuste salarial e elevação do ticket alimentação de R$ 3,00 para R$ 7,00.
Apesar do esforço dos diretores do Sindicato dos Vigilantes de Londrina e Região, que de madrugada acompanharam a entrada dos trabalhadores na Prosegur e Proforte, o movimento grevista não conseguiu adesão. Na Proforte, policiais militares estiveram presentes para garantir a entrada dos funcionários e a saída dos seis carros-fortes. Nenhum incidente foi registrado.
Na Prosegur, os cerca de 30 funcionários ‘‘não aderiram espontaneamente à paralisação’’, segundo um supervisor que não quis ser identificado. No final da tarde, a greve perdeu força e os vigilantes começaram a voltar ao serviço na TGV, onde a gerência não atendeu a reportagem da Folha.
O secretário geral do Sindicato dos Vigilantes, Dirson Marciano da Costa, informou que a paralisação havia terminado na TGV porque a direção da empresa oferecera um reajuste salarial de 4,44% e a elevação do ticket refeição para R$ 4,50. ‘‘Foi uma vitória parcial do primeiro dia de greve. A proposta foi feita em Curitiba e aqui os reajustes também foram aceitos e o movimento foi encerrado’’, comentou. O setor de transportes de valores emprega cerca de 100 vigilantes em Londrina. Dirson da Costa disse não saber avaliar se os vigilantes da Prosegur e da Proforte aderem ou não à greve hoje.

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