Peabiru Obras em quatro lagoas de tratamento estão paralisadas e milhares de manilhas para a implantação da rede de coletora de esgoto em Peabiru (12 km ao norte de Campo Mourão) estão há mais de seis anos guardadas por falta de novos investimentos. As lagoas estão prontas, mas a rede nunca foi iniciada, apesar das manilhas terem sido adquiridas com recursos da Fundação Nacional de Saúde (FNS). Parte delas já se quebrou.
Segundo diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Peabiru, Antônio Élio Zagato, na época o município conseguiu recursos do governo federal para fazer as lagoas e adquirir as manilhas, mas não teve dinheiro para iniciar a implantação da rede coletora. A cidade, de 13 mil habitantes, não tem nenhum metro de rede instalada.
Zagato informou que o projeto está sendo retomado e que aguarda para a semana que vem a visita de técnicos da FNS para assessorar os trabalhos. ''Em janeiro deveremos iniciar a implantação da rede. Depois de começado, não tem como parar mais'', ressaltou. Até agora, no entanto, a Saae ainda não tem um orçamento do valor a ser investido na obra. Nem sabe dizer quanto já foi gasto nas lagoas e nas manilhas já adquiridas.
Como alternativa, os moradores utilizam fossas sépticas. De acordo com Zagato, análises realizadas uma vez por semana na água fornecida pela Saae mostram que o lençol freático da cidade não está contaminado. A água que abastece Peabiru vem toda de poços artesianos.
Pela periferia de Peabiru, a questão divide os moradores. O lavrador José Vítor, 50 anos, disse que gostaria de se ver livre da fossa porque teme a contaminação da água. ''Já disseram na escola do meu filho que a água não está boa'', contou. Já o pedreiro José Vilela, 42, acha que o serviço é dispensável. ''Isso serve só para aumentar a conta da água'', frisou.

mockup